Comerciantes protestam contra fechamento de parte da economia em Botucatu

Na tarde desta quarta-feira, dia 27, houve uma manifestação em Botucatu contra o fechamento de parte do comércio da cidade. Após uma carreata, comerciantes e empresários se concentraram na frente da Prefeitura em um movimento pacífico.

A principal reclamação era o fato de Botucatu ter seguido o Plano São Paulo na fase vermelha. Também houve o pedido por mais leitos para UTI/Covid no HCFMB. Foram exibidas faixas contra o governador de São Paulo João Doria pelos manifestantes.

O movimento contou com o apoio da Polícia Militar e Guarda Municipal. O trânsito não precisou ser interditado, pois os manifestantes ocuparam apenas o espaço na frente da escola Cardosinho.

Na fase vermelha, diversos setores da economia foram prejudicados com o fechamento das portas. Comércio de rua, Shopping e o setor de serviços em geral foram os mais prejudicados.

Fernando Carbonari e Samir conversam: “restaurantes não são os culpados”

O presidente do Sindicato de Hotéis Bares e Restaurantes de Botucatu (SINHORES), Samir Abdallah, participou do ato e disse que o objetivo é sensibilizar o Governo do Estado para mudar a postura de fechamento de parte dos setores da economia municipal.

“Estamos aqui pleiteando que o Governo do Estado acorde e mude essa mentalidade de que o comércio de um modo geral é o culpado dessa pandemia. Tem um estudo americano que fala que 1% da população atingida pela Covid se contaminou em restaurante. Então, estamos pedindo pelo amor de Deus para mantermos nossos negócios, precisamos trabalhar, se não quem vai morrer daqui pra frente serão os comerciantes”, disse Samir ao Acontece Botucatu.

O empresário Fernando Carbonari, que tem uma lanchonete na região central também protestou. Ele disse entender o momento crítico, mas afirma que os estabelecimentos que trabalham com alimentação não são os culpados.

“Nós estamos colhendo frutos da falta de responsabilidade dos seres humanos. Mas os restaurantes não são os culpados. Nós estamos tomando todos os cuidados e estamos sofrendo muito. A gente só está querendo trabalhar, muitas famílias dependem da gente. Só estamos pleiteando poder trabalhar. E temos a consciência de que se cada um fizer a sua parte será mais fácil para todos”, disse Carbonari.

Entenda a fase vermelha 

Teoricamente, na fase vermelha comércio e setor de serviços só podem funcionar com drive-thru e delivery. As academias podem funcionar com atividades ao ar livre.

Nesta fase é permitido o funcionamento de atividades essenciais, segundo o centro de contingenciamento do estado:

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.