Com outro gol de Ederson, Corinthians vence o Mirassol e está na final

Se aproveitando da vantagem numérica, Timão chega à 4ª final seguida

Ederson marcou seu 3º gol consecutivo e classificou o Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians

 

Por Giovanni Luque

De quase rebaixado à finalista da competição, podendo, até, ser tetracampeão consecutivo. Que momento, em termos de resultado, vive o time do Corinthians. Lá em 6 de março, Tiago Nunes deu uma entrevista e disse que gostaria de ver o Corinthians jogando em “ritmo de rock and roll”. É, esse rock corinthiano ainda não é um sucesso de bilheteria, mas já está bem mais afinado do que antes.

Desde quando o treinador fez essa afirmação, muita coisa mudou. A pandemia veio e interrompeu as atividades, mas, no que se refere ao Paulistão, o Timão não perdeu mais. Foram 2 empates, contra Novorizontino e Ituano, e 4 vitórias, contra Palmeiras, Oeste, Bragantino e Mirassol.

Duas palavras podem resumir o estilo de jogo desse Corinthians de Tiago Nunes: aproximações e triangulações, além, é claro, das viradas de jogo. Com a bola na esquerda, Carlos Augusto, Mateus Vital e Ederson tentam triangular e chegar ao fundo, mas, quando se veem bloqueados, invertem a bola para o outro lado e Fagner e Ramiro, com mais espaço devido ao balanço da defesa adversária, fazem essa jogada.

Percebeu que não falamos de um meio campista da equipe? Gabriel? Não. O volante dá importante suporte à defesa e auxilia na saída de bola. Quem sobrou no meio campo? Isso mesmo, Luan. O jogador, Rei da América em 2017, está abaixo do que foi/é. Com liberdade para flutuar entre as linhas, ele, por vezes, prende demais a bola.

Mas o Alvinegro ainda tem bastante a melhorar. Ontem, contra o Mirassol, se não fosse a expulsão (duvidosa?) do meia Juninho e a falha do goleiro Kewin no gol de Ederson – 3º gol seguido, o 3º de fora da área -, talvez o jogo tivesse se arrastado para os pênaltis. Ou não, já que o Mirassol reclamou bastante de um pênalti no final do jogo.

Com um homem a mais, a partida ficou mais aberta e mais chances se criaram. Porém, no 11 contra 11, faltou alguém que quebrasse as linhas de marcação e gerasse perigo. Está aí um dos pontos de melhora pro Corinthians, que, na quarta feira, tem o 1º jogo da final do Paulista, contra o rival Palmeiras.

Giovanni Luque é estudante de jornalismo e colaborador do Acontece Botucatu