Caio mantém produção e Irizar apresenta queda, destaca imprensa especializada

 

O Jornal do Comércio, um dos mais importantes veículos do Rio Grande do Sul, abordou nesta quinta-feira, dia 04, a produção de carroceria de ônibus no Brasil entre as principais empresas do ramo. Comil e Marcopolo, duas das principais do mercado são gaúchas e apresentam números preocupantes. O assunto foi colocado em pauta após o anúncio de férias coletivas na Marcopolo.

O Blog Diário do Transporte, do jornalista especializado Adamo Bazani, também destaca a produção das empresas. A Marcopolo decidiu conceder 10 dias de férias coletivas para 5,5 mil trabalhadores dos 6 mil empregados da unidade de Ana Rech, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul: não por falta de pedidos, mas porque não há chassis disponíveis no mercado.

A medida foi anunciada pelo CEO da encarroçadora em teleconferência com acionistas, Francisco Gomes Neto. Ocorre que, segundo o comunicado, as montadoras estavam em ritmo menor de produção porque tinham concedido férias coletivas e estavam sendo afetadas pelos dias folgados de emenda do Carnaval.

As montadoras brasileiras de chassis estão sem estoques, pois tiveram vendas elevadas no fim do ano e vêm produzindo em ritmo menor em razão de férias coletivas e da pausa para o Carnaval. Além das férias coletivas que terão início no dia 13, a Marcopolo avalia a possibilidade de adotar a flexibilização da jornada de trabalho nos dias 23 e 24 para somente retomar as atividades em 27 de março.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, Fabus, o setor produziu, em janeiro, 346 unidades, recuo de 39% sobre igual mês do ano passado. A Marcopolo montou 64 veículos, dentre as plantas de Caxias e Duque de Caxias (RJ), declínio de 65%.

Caio e Induscar

Com exceção da Caio Induscar, de Botucatu, que manteve a mesma produção de 83 unidades, as demais marcas apresentaram quedas. A mais expressiva foi a da Comil, de Erechim, de 74%, para 26 ônibus.

A Irizar, também de Botucatu, consolidou 15 unidades produzidas, em queda de 35%. A Mascarello, de Cascavel (PR), montou 67 veículos, recuo de 20%. A Neobus, de Caxias do Sul, agora sob o comando da Marcopolo, totalizou 91 ônibus, variação negativa de 5%.

Com informações Diário do Transporte Jornal do Comércio