Caio estima crescimento de vendas após licitação de São Paulo

 

O mercado de ônibus urbanos da capital paulista é predominantemente da Caio. Com participação do Grupo Ruas, que opera a maior parte das linhas de ônibus municipais de São Paulo que integram o subsistema estrutural (empresas com veículos e trajetos maiores), a fabricante de carrocerias, com sede em Botucatu, no interior de São Paulo, vê mais espaço para crescer no sistema da capital paulista. E a definição da licitação dos transportes, que está há mais de quatro anos atrasada, deve estimular a renovação de frota pelas empresas da capital.

Assim como as demais encarroçadoras, a Caio tem dedicado uma atenção especial ao subsistema local, de empresas formadas por ex-cooperativas e que não têm ligação com o grupo acionista da fabricante. A equipe de vendas de São Paulo estima números positivos para o pós-licitação.

“Se forem mantidas as regras que estão em vigor, que é trocar os veículos de dez anos, em função da frota total da cidade, que é de mais ou menos 15 mil ônibus, nossa estimativa é participar de uma renovação entre 1,5 mil e 1,6 mil veículos para o ano que vem” – disse ao Diário do Transporte, o gerente regional de vendas do Estado de São Paulo, Marcio Antonio de Souza.

A Caio participou no último final de semana do evento Brasil Fret 2017 da ANTTUR – Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento e do 18º  encontro de transportadoras promovido pela Fresp – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, e que teve cobertura do Diário do Transporte.

A encarroçadora demonstrou que pretende também ampliar sua participação nas vendas de ônibus e micro-ônibus de fretamento. Além do ônibus convencional Caio Solar 3200, a aposta está no micro-ônibus F 2400, exposto no evento de fretados, e que foi lançado em agosto na Transpúblico, feira de transporte público que foi realizada na capital paulista.

O gerente regional de vendas diz que o ideal é que as empresas de ônibus de fretamento façam renovações anuais de em torno de 10% da frota. Mas, por causa da crise econômica, que começou em 2013 e se intensificou em anos posteriores, muitos frotistas não conseguiram este percentual. Agora, com pequenos sinais de melhoria da economia, a tendência é que o ritmo de renovações se intensifique.

“As empresas estão com renovações represadas em função do aspecto econômico, das taxas de juros [que não eram favoráveis] e, uma coisa puxa a outra. As empresas contratantes dos fretados demitiram funcionários e as transportadoras estão sofrendo por conta disso. Mas com certeza, em 2018, o quadro vai melhorar” – disse.

O micro F2400 tem diferentes versões, entre urbana, para fretamento contínuo e turismo de alto padrão. Além de novo design em relação ao antigo micro Foz, segundo a Caio, o modelo tem soluções e peças que melhoraram o aproveitamento do espaço interno, a visibilidade de motoristas e passageiros e a ergonomia para os ocupantes do veículo.

Fonte: Diário do Transporte/Adamo Bazani