Cachorra espera por 18 horas pelo dono internado no Hospital das Clínicas de Botucatu

A cadela Duda, de 12 anos, esperou seu dono por 18 horas no HC de Botucatu e foi tratada com comida e água pelos funcionários (Foto: Arquivo pessoal)

Uma cachorra sem raça definida virou personagem na tarde desta sexta-feira (6) em Botucatu (SP) ao esperar durante mais de 18 horas por seu dono, que estava internado no Pronto Socorro Adulto do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).

A cena do animal sentado junto à porta de entrada do PS foi registrada por uma funcionária da unidade, caiu nas redes sociais, e sensibilizou os demais trabalhadores do setor, que trataram da cadela com comida e água.

Segundo a assessoria de imprensa do HCFMB, a cachorra, de nome Duda, tem 12 anos e pertence a um morador de rua. O homem não teve o nome revelado, mas possui 45 anos.

O dono do animal passou mal na quinta-feira (5) e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A cachorra entrou na viatura do Samu durante o resgate e só saiu dela junto com a maca que levava seu dono para o PS.

A assessoria de imprensa do hospital informou que, segundo relatos de funcionários, o animal chorava o tempo todo enquanto esperava o dono. Para acalmar Duda, funcionários chegaram a abrir a porta do setor onde o homem estava sendo atendido para que ela pudesse vê-lo.

Segundo o HC, o morador de rua recebeu alta após 18 horas de internação – o hospital não informou os motivos da internação. No reencontro entre o animal e o morador de rua, funcionários da emergência disseram que o cão ficou muito feliz e logo pulou no colo do dono.

Fidelidade canina

Histórias de amizade fiel como a de Duda com o morador de rua de Botucatu não são raras e já aconteceram em outras cidades do interior paulista.

Em 2015, um cão fez “vigília” de uma semana na porta de um hospital de Itatiba até seu dono, vítima de um infarto, receber alta. No mês passado, um cachorro acabou adotado depois de esperar durante quatro meses em frente à Santa Casa de Novo Horizonte pelo dono que morreu.

Fonte: Portal G1