Ocorrências foram registradas entre sexta-feira (23) e domingo (25), em diferentes bairros da cidade. Casos envolveram agressões físicas, ameaças e prisões em flagrante.

Botucatu registrou pelo menos quatro ocorrências de violência doméstica entre os dias 23 e 25 de outubro. Os casos foram atendidos pela Polícia Militar e pela Guarda Civil Municipal (GCM), com encaminhamento à Polícia Civil.
Os episódios aconteceram no Jardim Itamarati, Parque Santa Inês, Residencial Cedro e Park Residencial Convívio.
No Jardim Itamarati, na madrugada de sexta-feira (23), uma mulher denunciou ameaças de morte feitas pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Segundo o boletim de ocorrência, o homem afirmou que uma tragédia poderia acontecer caso precisasse deixar a residência. Ele foi preso em flagrante pela GCM.
No Parque Santa Inês, na manhã de sábado (24), uma criança procurou policiais militares para denunciar que uma mulher grávida estava sendo agredida em um apartamento. A vítima relatou ter recebido um soco na cabeça e sofrido ofensas do companheiro. O homem foi conduzido à delegacia após receber voz de prisão.
No Residencial Cedro, também no sábado (24), uma mulher denunciou agressões do companheiro contra ela e seu filho de apenas três anos. Segundo o registro policial, o homem teria atingido o rosto da criança com um chinelo e, posteriormente, empurrado a mulher durante uma discussão. Ele foi contido por populares até a chegada da Polícia Militar.
No Park Residencial Convívio, na madrugada de domingo (25), uma mulher relatou ter sido agredida pelo companheiro, pela cunhada e pela sogra durante uma confraternização familiar. Segundo a vítima, as agressões incluíram tapas, golpes com um pedaço de madeira, apertões no pescoço e ameaças de morte. Ela recebeu atendimento médico e o caso foi encaminhado à Polícia Civil.
Os quatro episódios constam em boletins de ocorrência distintos, sem duplicidade entre os documentos analisados.
Além dos registros de Botucatu, a Polícia Civil recebeu ocorrências de violência doméstica em Areiópolis e Conchas, que não foram incluídas no levantamento municipal.
Os casos reforçam a preocupação com a violência doméstica e familiar, que pode ser denunciada pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento às mulheres.