Associação de Apicultores de Botucatu recebe recursos para projeto que explora veneno de abelhas

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Associação de Apicultores de Botucatu recebe recursos para projeto que explora veneno de abelhas 23 fevereiro 2017

 

O secretário municipal do Verde, Márcio Piedade Vieira, participou no dia 9 deste mês da solenidade de repasse de recursos advindos da Fundação Banco do Brasil, através do Programa de Inclusão Social – PIS, à Associação de Apicultores de Botucatu. Na ocasião foi repassado o valor aproximado de R$ 198 mil, que será utilizado como ponta pé inicial do projeto idealizado pela associação. O objetivo é a diversificação dos produtos da agroindústria apícola através da exploração do veneno de abelhas africanizadas.

Na íntegra, o projeto prevê a compra de equipamentos, a capacitação de seus associados para a extração, manipulação de beneficiamento do veneno das abelhas africanizadas, a construção e certificação de entreposto e a estruturação de plano de negócios com o objetivo de conquistar um novo portfólio de mercado. Atualmente, diversos países utilizam-se de medicamentos preparados com princípios ativos do veneno para o combate de inúmeras doenças, como reumatismo agudo e crônico e artrose.

Segundo o consultor técnico da associação, Arnaldo Correa Neto, mais de 50 pessoas serão beneficiadas pelo projeto, e ao final dele, a expectativa é que os apicultores aumentem sua renda em 200%. “Botucatu é uma das maiores produtoras de mel do Brasil. Por ano são produzidas em média 100 mil toneladas de mel por ano, atingindo um faturamento de R$ 1.250.000,00 por ano”, informa.

Para o secretário do Verde, este projeto irá fortalecer a apicultura local, pois a extração de veneno é mais uma fonte de renda para o produtor. “A coleta de veneno poderá ser realizada em época de baixa produção de néctar, sem concorrer com a produção de mel”, explica.

A abelha africana (Apis melífera scutellata) chegou no Brasil em  1956. Elas e seus híbridos com as abelhas europeias são responsáveis pela formação das chamadas abelhas africanizadas, que dominam toda a América do Sul, a América Central e parte da América no Norte.

Na pele dos animais e do homem, a injeção do veneno provoca: dor, calor, tumor e vermelhidão. É um agente bloqueador neuromuscular e pode provocar paralisia respiratória. As reações desencadeadas pela picada de abelhas são variáveis conforme o local, quantidade de ferroadas, as características e o passado alérgico da pessoa ou animal atingido.

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