Após quase morrer em acidente, botucatuense supera limitações para vencer no esporte

O botucatuense Rafael Antônio Panhoça, conhecido como Rex, tem 37 anos, é atleta amador em Botucatu e traz consigo uma história fascinante de superação através do esporte. Ele quase morreu após um acidente, ficou em uma cadeira de rodas e por muito tempo enfrentou intermináveis sessões de fisioterapia.

No dia 03 de janeiro de 2014 Rafael transitava por uma rodovia, momento em que outro veículo cruzou a via, colidindo com seu veículo. O acidente resultou em lesões graves permanentes, como perda do nervo radial do braço direito, limitando sua mão, lesões no joelho direito e tornozelo esquerdo.

Rafael passou por 5 cirurgias, ficou 16 dias internado, 4 meses acamado, 60 dias em uma cadeira de rodas e fez aproximadamente 3 anos de fisioterapia. Com a fratura já consolidada e autorização médica, buscou praticar atividades físicas como corrida e bicicleta para evitar a depressão, já que se encontrava em estado grave de ansiedade.

Rafael então começou a fazer fortalecimentos e a correr na esteira e logo já estava correndo pelas ruas de Botucatu. Diante dos treinos foi ganhando espaço e conhecendo outros atletas amadores da cidade e região. Passou a ter uma assessoria esportiva e seu desenvolvimento tomou um tamanho inesperado, resultado diário de muita dedicação esforço, garra e determinação.

Elite da Cuesta Fotos e Eventos/arquivo pessoal

Nesse período de aproximadamente 12 meses correndo, conseguiu alcançar resultados expressivos. Foram diversos pódios em Botucatu, Avaré, Barra Bonita, Areiópolis e São Manuel, entre outros.

“Consegui fazer do esporte minha alimentação diária para energias positivas. O esporte faz com que descarregue toda a energia do dia a dia, eliminando o estresse e criando endorfina e serotonina para o meu corpo. O esporte mudou completamente a minha vida”, disse Rafael ao Acontece Botucatu.

Recentemente surgiu mais um obstáculo em sua vida. Com muitas dores no tornozelo, Rafael procurou atendimento médico e após um exame de raio-X, foi diagnosticado com uma artrose traumática.

O profissional médico que o assistiu disse que o caso é pós-traumático do acidente em 2014 e foi se agravando nos últimos anos. Rafael foi obrigado a diminuir as corridas de ruas e montanhas e se direcionar para outros esportes.

“Passei por diversos obstáculos para chegar onde cheguei na corrida e recentemente descobri mais um obstáculo que irei superar, um diagnóstico artrose pós-traumático no tornozelo esquerdo, fazendo com que eu diminua 90% dos treinos de corrida. Como disse é mais um obstáculo, decidi então treinar em esteira para diminuir impacto e começar firme os treinos de bicicleta, assim poderei continuar fazendo o que eu gosto e agora participando mais de provas curtas e também o duathlon”

É possível que continue a correr, porém, com percursos menores ao que estava treinando e competindo. O exemplo de Rafael é motivo de orgulho para a esposa. “Ele é um exemplo de garra e superação, motivação para mim, exemplo para minhas filhas”, disse Daniele.

O sonho de Rafael é incentivar e motivar pessoas que tenham qualquer limitação, buscando a prática da atividade física para tratar a depressão e ainda motivar pessoas sedentárias a buscar a saúde física e mental.

“Só tenho uma coisa a dizer: a vontade tem que estar em sua mente, ela irá comandar o restante do corpo, a única batalha que enfrentará será com a sua mente. Não foi fácil chegar até onde cheguei, senti muitas dores, meu corpo teve mudanças e a cada treino que faço sinto essa pequena mudança. O esporte é SAÚDE, esporte é VIDA”, completa Rafael.

Fotos cedidas pela família