São Paulo para em Cássio e fica no 0 a 0 com o Corinthians

Por Giovanni Luque

Arboleda e Gustagol disputam bola no alto – Foto Twitter Oficial do São Paulo Futebol Clube – @SaoPauloFC

 

A partida ficou marcada por outra boa atuação do goleiro corintiano, pelo domínio são – paulino, especialmente no 2º tempo, e pela demora do VAR.

58.713 torcedores lotaram o Morumbi para apoiar o Tricolor em busca do seu 22º título estadual, o 1º após 14 anos. Aproveitando – se desta bobagem do regulamento que é a torcida única, os são – paulinos bateram vários recordes nesta partida. O público deste domingo foi o maior do Paulistão e, também, o maior de todos os Estaduais de 2019. Só não foi o maior do Brasil no ano pois 61.500 flamenguistas encheram o Maracanã na derrota para o Peñarol.

Comprovando a tese de que não faz sentido e só prejudica o espetáculo a presença de uma só torcida, ocorreram brigas fora do estádio. Uma delas, entre facções de organizadas do São Paulo, aconteceu perto do Morumbi e precisou de intervenção policial. Outra, mais séria, foi em Ferraz de Vasconcelos. Corintianos e são – paulinos entraram em confronto nas ruas e deixaram 14 feridos, 6 em estado grave.

Sobre a partida, principalmente o 1º tempo foi muito tenso. O Tricolor parecia afobado, preferindo dar chutões e lançamentos ao invés de colocar a bola no chão. Já o Corinthians e seu novo estilo de jogo, de somente se defender e sair pouco ao ataque, só levava perigo em arrancadas de Clayson.

Morumbi ficou lotado para a decisão: Foto Júnior Quinteiro/Arquivo pessoal

Enquanto Tiago Volpi fez uma simples defesa em chute de Clayson, o goleiro rival teve que intervir com mais dificuldade. Aos 47, Arboleda cabeceou à queima roupa e Cássio, em cima da linha, tirou a bola com as travas da chuteira e evitou o gol. Antes disso, aos 15, o arqueiro defendeu bola complicada de Everton, em finalização da entrada da área.

Na 2ª etapa, o jogo melhorou. Gonzalo Carneiro deu lugar a Hernanes e o Tricolor do Morumbi passou a ser mais perigoso. Mesmo sem centroavante de ofício, Antony, Igor Gomes, Everton e Hernanes seguravam a bola no campo ofensivo e criavam boas chances de gol. O próprio Profeta assustou em dois chutes. O 1º exigiu (outra) grande defesa de Cássio e o 2º passou muito perto da meta alvinegra.

Agora, faço uma crítica ao modelo de jogo do Timão. O técnico Fábio Carille, mais uma vez, abdicou de atacar e só quis saber de se defender, apostando todas as fichas na “solidez” defensiva e na estrela de seu grande goleiro. O “saber sofrer” já está a duras penas e a esperança do torcedor é que, pelo menos em casa, sua equipe resolva atacar e pare de se acovardar, pois jogadores de qualidade para isso tem.

Mais uma vez, o VAR foi protagonista da partida. No domingo, a principal crítica foi devido à grande demora na decisão de um lance. Aos 48 do 2° tempo, Henrique caiu na área e pediu pênalti, o que levou a equipe de arbitragem a analisar o lance. O erro foi que essa análise durou 4 minutos, deixando o jogo parado e irritando torcedores e jogadores. Que fique claro: o VAR ajuda sim, e muito, porém as decisões devem ser tomadas com mais rapidez.

Com o 0 a 0, a decisão ficará para o 2° duelo. Às 16:00 horas do próximo domingo, Corinthians e São Paulo se enfrentam, na Arena Corinthians, para decidir o campeão paulista de 2019. Não perca!

 

Giovanni Luque é estudante de jornalismo e colaborador do Acontece Botucatu