Padre que carregou tocha olímpica em 2016 acredita que Jogos de Tóquio vão promover a ‘união familiar’

Esportes
Padre que carregou tocha olímpica em 2016 acredita que Jogos de Tóquio vão promover a ‘união familiar’ 17 julho 2021

Nelson Maria é conhecido em Botucatu (SP) por participar das corridas e incentivar a prática de esportes.

O padre Nelson Maria Brechó da Silva, de 40 anos, um dos escolhidos para carregar a tocha olímpica em 2016 na cidade de Botucatu (SP), vai acompanhar – como quase todo mundo – as Olimpíadas de Tóquio de casa.

Neste ano, devido à pandemia causada pela Covid-19, as competições em Tóquio não terão público e os atletas serão submetidos a uma série de regras de prevenção à doença.

Para o Padre Nelson, isso não diminui as expectativas para assistir aos atletas da sua modalidade preferida, a corrida, esporte que ele pratica por hobby.

“Estou bem animado, a parte que eu mais gosto é a de corrida e acho que vai ter uma presença bem forte do quenianos e dos brasileiros alguns conseguiram se destacar também, apesar de gostar muito deles, na parte de valorizar a pátria, claro que eu prefiro torcer pelo Brasil, pelos brasileiros.”

Diante das restrições impostas pela pandemia, o padre vê nas competições uma forma de promover a união familiar e o espírito esportivo. Com o distanciamento social e a impossibilidade de participar deste momento presencialmente ou em eventos entre os amigos, ele tem uma ideia que pode ajudar os fãs de esporte a acompanharem com mais entusiasmo as Olimpíadas de Tóquio 2021.

“Acompanhar as competições e os jogos pela TV e a internet pode ser uma forma de promover a união familiar. É possível criar um cenário ali, por um uniforme, uma roupa mais esportiva, fazer umas comidinhas, ficar com os seus familiares que moram com você e acompanhar as modalidades que mais gostam, para que tenham momentos comuns, para interagir, comer alguma coisa, é uma recreação.”

Ele compara a organização de um local para acompanhar os jogos de dentro de casa com o cenário criado por estudantes de todo o país para acompanhar as aulas online. Realidade que ele conhece bem, já que, além de padre e atleta amador, Nelson também é professor nos cursos de filosofia e teologia de uma universidade em Marília.

“A gente cria esse cenário de dentro do quarto como se fosse a sala de aula, assim como nas aulas online, eu dou aulas para seminaristas da faculdade e é necessário criar esse cenário. Não tem mais aquela questão de poder viajar e ir ver a Olimpíada ao vivo, mas tem a possibilidade de você de dentro da sua casa acompanhar e trazer mais unidade entre quem vive com você”, explica com entusiasmo.

Rio 2016

A participação do padre nas últimas Olimpíadas aconteceu após um paroquiano enviar uma carta para o Comitê Olímpico do Rio de Janeiro contando a relação tão próxima do padre com o esporte.

“Foi uma surpresa pra mim. Eu fui escolhido pela comissão das Olimpíadas do Rio. Um paroquiano escreveu uma carta para a comissão e acredito que acharam interessante a minha história e me escolheram para representar o município. Só depois eu soube que foi o paroquiano quem mandou a carta”.

Padre Nelson foi escolhido em 2016 para carregar a tocha olímpica em Botucatu (SP) e se diz animado para acompanhar as Olimpíadas de Tóquio neste ano — Foto: Nelson Maria Brechó da Silva/Arquivo pessoal
Padre Nelson foi escolhido em 2016 para carregar a tocha olímpica em Botucatu (SP) e se diz animado para acompanhar as Olimpíadas de Tóquio neste ano — Foto: Nelson Maria Brechó da Silva/Arquivo pessoal

O entusiasmo de representar a cidade de Botucatu e ter a sua história com o esporte compartilhada com milhares de pessoas foi motivo de muita alegria e orgulho para o padre.

“ Foi um momento muito especial. Embora eu tenha carregado a tocha, eu não sou um atleta profissional, mas sou um atleta amador, e isso pôde incentivar outras pessoas.”

Na época, o padre conversou com a equipe de reportagem da TV TEM sobre a expectativa de representar Botucatu como um dos 13 condutores da tocha na cidade.

Gosto pelas corridas

Padre Nelson conta que desde quando começou a dar os seus primeiros passos na prática de corridas, por volta do ano de 2013, se tornou conhecido na cidade porque sempre procura incentivar os fiéis a não só cuidar da saúde espiritual, mas também da saúde física.

Desde então ele não parou mais. Além da prática diária, já participou de maratonas, meias maratonas e até mesmo da famosa Corrida de São Silvestre em 2018.

Fonte: G1

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