Ficou tudo para sábado

Corinthians e Palmeiras fazem jogo de baixa qualidade e a decisão fica para o segundo jogo

Decisão também teve queda de sinal do VAR e reunião do árbitro com jogadores. Foto: Marcos Ribolli

Por Giovanni Luque

Ontem, na Arena Corinthians, foram 90 minutos que não acrescentaram em nada para o contexto da decisão. Não pelo fato de não terem saído gols e o placar ter ficado no zero, mas muito mais pela ideia de que não é possível perceber, analisando a partida, quem foi melhor e quem foi pior. O jogo foi muito parelho, mas, para o azar dos milhares de brasileiros que acompanharam pela TV, pelo lado negativo.

Corinthians e Palmeiras foram iguais em quase tudo. Na falta de gols, na incapacidade de acertar cruzamentos (Marcos Rocha que o diga), no impactante número de lançamentos errados (27 do Palmeiras e 21 do Corinthians), no alto número de passes errados (97 do Palmeiras e 100 do Corinthians) e, até, em duas “soladas” passíveis de expulsão – Jô em Gustavo Gómez e Patrick de Paula em Luan.

Mas aquilo que foi mais sentido, sem dúvida nenhuma, foi o futebol. É possível entender que, como disse Tiago Nunes, “uma final, normalmente, seja um jogo de poucas chances”. Mas não precisavam ser tão poucas assim. Para se ter uma ideia, no jogo inteiro, foram apenas 3 chutes certos ao gol. Dois do Corinthians, em finalizações de Ramiro e Mateus Vital, bem defendidas por Weverton; e uma do Palmeiras, em falta cobrada por Bruno Henrique e defendida por Cássio.

De cada time, um setor em especial deixou a desejar mais que o outro. No Palmeiras, Rony, Luiz Adriano e, depois, Willian foram completamente ineficientes, quase nem finalizando a gol. Do lado alvinegro, Ederson e Ramiro estiveram muito abaixo, o que fez com que o Corinthians não tivesse nem presença no meio de campo e finalizasse e nem jogadas pelo lado, com Ramiro. Isso ainda sem falar em Luan, apagado.

Se há algo que pode ser minimamente comemorado por ambas as torcidas é que as duas defesas continuam em boa fase. Pelo lado palmeirense, Luan e Gómez fizeram seu 40º jogo juntos, o 29º sem tomar gol. Na equipe alvinegra, Gil e Danilo Avelar, com ótimo suporte de Cássio, completaram seu 5º jogo seguido sem tomar nenhum gol desde a volta do Paulistão.

Em termos de resultado, ficou tudo para ser decidido no próximo sábado, às 16:30, no Allianz Parque. A final está completamente aberta e, se levarmos em conta o que foi o jogo de ontem, quem fizer um mísero golzinho possivelmente será o campeão.

Giovanni Luque é estudante de jornalismo e colaborador do Acontece Botucatu