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Danilo Correia mantém coleção em espaço dentro de sua empresa no Distrito Industrial da cidade, que ele chama de “Santuário”

O empresário Danilo Correia, de Botucatu, transformou a paixão pelo Santos Futebol Clube em uma coleção que reúne aproximadamente 800 camisas de futebol, além de chuteiras, medalhas, fotografias e outros objetos ligados à história do esporte. Entre as peças estão uma camisa que, segundo ele, foi utilizada por Pelé em 1973 e uma chuteira usada por Neymar em 2010. O acervo fica em um espaço dentro de sua empresa, no Distrito Industrial de Botucatu. A história foi contada durante entrevista ao Primeiro Jornal, da Rádio Prever FM – 100.9, de Botucatu.

Proprietário de uma empresa que fabrica extrusoras, equipamentos utilizados na reciclagem de plásticos, Danilo divide a rotina profissional com o colecionismo. Parte de sua sala de trabalho foi transformada em um ambiente dedicado à preservação de peças históricas do futebol, que ele prefere chamar de “santuário”.

A coleção tem como principal destaque o Santos, mas também reúne camisas da Seleção Brasileira, de equipes estrangeiras e de clubes do interior paulista.

Paixão pelo Santos começou na infância

A ligação de Danilo com o Santos vem da família paterna. Segundo ele, o pai e os tios eram torcedores do clube e chegaram a participar de uma torcida organizada chamada Tubarões Santista, que atuou no final da década de 1970.

Nascido em 1981, Danilo cresceu em uma geração que precisou esperar até 2002 para comemorar um título de grande expressão do Santos. Por isso, lembra que os torcedores daquela época brincavam que eram os “meninos da fila”, em referência aos Meninos da Vila.

Durante a infância, ele já demonstrava interesse em preservar lembranças do clube. Aos 12 ou 13 anos, começou a guardar recortes de jornais com reportagens e fotografias de partidas e conquistas do Santos. Uma dessas pastas foi levada ao estúdio da Prever FM durante a entrevista.

Com o passar dos anos, o interesse se voltou principalmente para as camisas. O colecionismo ganhou força por volta de 2012 e 2013, quando Danilo passou a procurar peças antigas e materiais utilizados por jogadores em partidas oficiais.

Camisa de Pelé de 1973 está entre os itens mais importantes

Entre centenas de peças, Danilo considera uma camisa atribuída a Pelé, utilizada em 1973, um dos itens mais importantes de sua coleção.

Segundo o empresário, a peça chegou até ele por intermédio da família de um radialista de Santos que teria recebido a camisa como presente. Anos depois, o neto desse profissional vendeu o uniforme ao colecionador.

Danilo explicou que a camisa possui registros que ajudam a identificar sua origem e trajetória, um aspecto fundamental para quem coleciona materiais históricos.

Outra peça apresentada durante a entrevista foi uma chuteira que, de acordo com ele, foi utilizada por Neymar em 2010, período em que o atacante começava a ganhar projeção nacional pelo Santos.

O empresário contou que conseguiu o objeto por meio de um ex-jogador que atuou ao lado de Neymar. A identidade do antigo atleta foi preservada a pedido da própria fonte.

Acervo reúne camisas de Neymar, Ganso, Giovanni e Marta

Durante sua participação no Primeiro Jornal, Danilo apresentou outros materiais da coleção.

Entre eles, uma camisa de Neymar da Copa do Mundo de 2022, preparada para jogo e autografada pelo atacante, além de uma camisa de Philippe Coutinho da Copa de 2018, disputada na Rússia.

O acervo também inclui uma camisa da jogadora Marta, referente aos Jogos Olímpicos de Tóquio, com autógrafo da atleta. Segundo Danilo, a assinatura foi conseguida com a ajuda de Adriana, jogadora de futebol ligada a Botucatu.

Entre as peças do Santos, o empresário destacou uma camisa de Paulo Henrique Ganso da final da Copa do Brasil de 2010, acompanhada de uma medalha original de campeão, e uma camisa de Neymar da semifinal da Libertadores de 2011, contra o Cerro Porteño.

Há ainda uma camisa do ex-jogador Edu, da década de 1970, além de uniformes de Giovanni, Gabriel Bontempo e Gabigol.

Danilo revelou que Giovanni é seu maior ídolo no Santos e mostrou uma camisa de jogo autografada pelo ex-atacante.

Outro item apresentado foi uma camisa especial utilizada pelo Santos em homenagem às vítimas do acidente aéreo da Chapecoense, com detalhes em verde e os nomes dos jogadores homenageados.

Encontrar peças raras exige pesquisa e cuidado com falsificações

O empresário explicou que a busca por camisas históricas envolve contatos com outros colecionadores, ex-jogadores, familiares de atletas e plataformas especializadas.

Com o tempo, ele passou a integrar uma rede de pessoas que compartilham informações sobre uniformes antigos e ajudam a identificar a procedência dos materiais.

Segundo Danilo, uma das principais dificuldades é confirmar a autenticidade das peças, especialmente as mais antigas, que não possuíam os elementos de identificação presentes nos uniformes atuais.

A análise envolve detalhes como etiquetas, tecidos, modelos de costura e fotografias históricas. Em alguns casos, ele recorre a vídeos de partidas antigas para comparar as características das camisas.

Os valores variam conforme a raridade, a conservação e a importância histórica do uniforme. De acordo com o colecionador, algumas camisas podem custar a partir de R$ 500, enquanto peças mais raras chegam a R$ 5 mil, R$ 8 mil ou R$ 10 mil, podendo superar esses valores.

A conservação também exige cuidados. Danilo explicou que evita lavar determinadas peças porque materiais antigos e aplicações de patrocinadores podem sofrer danos irreversíveis.

Coleção ocupa espaço especial dentro de empresa em Botucatu

O chamado “santuário” do Santos funciona dentro da própria empresa de Danilo, no Distrito Industrial de Botucatu.

O espaço reúne camisas expostas, objetos históricos e materiais que fazem parte de décadas da história do futebol brasileiro.

Mais do que guardar os uniformes, o empresário procura conhecer as histórias dos atletas que os utilizaram e das partidas em que estiveram presentes.

Para ele, o colecionismo também é uma forma de estudar e preservar a memória esportiva.

Embora a coleção seja particular, Danilo afirmou que recebe visitantes mediante agendamento.

Os interessados podem entrar em contato pelo Instagram @blogdotubarao, perfil em que ele compartilha fotografias, vídeos e histórias relacionadas ao Santos.

O empresário ressaltou que o espaço não funciona como um museu aberto permanentemente ao público, já que está localizado dentro de uma empresa em atividade.

Memória do futebol preservada em Botucatu

A coleção de Danilo Correia mostra como a paixão por um clube pode ultrapassar as arquibancadas e se transformar em um trabalho de preservação histórica.

Ao reunir uniformes de diferentes gerações, peças atribuídas a grandes jogadores e registros de partidas importantes, o empresário mantém em Botucatu um acervo particular que ajuda a contar parte da trajetória do Santos e do futebol brasileiro.

A história foi compartilhada com os ouvintes do Primeiro Jornal, da Rádio Prever FM, durante uma entrevista em que Danilo também falou sobre sua relação com o clube, a busca por peças raras e os cuidados necessários para manter a coleção.

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