Retorno às atividades presenciais da Unesp prevê retomar interesse pelo dia a dia universitário

Educação
Retorno às atividades presenciais da Unesp prevê retomar interesse pelo dia a dia universitário 16 novembro 2021

Por Pasqual Barretti – Reitor da Unesp e professor titular da Faculdade de Medicina (FMB)

Médico e professor, Pasqual Barretti foi escolhido pela comunidade acadêmica para comandar universidade
O reitor da Unesp e professor de medicina Pasqual Barretti – Unesp/Divulgação

É possível que demoremos alguns anos para compreender e dimensionar em sua totalidade os efeitos devastadores da pandemia de Covid-19, em especial no Brasil, país que por motivos já relatados à exaustão tratou muito mal as alternativas disponíveis para reduzir os danos desta emergência global de saúde pública. Superado o momento mais crítico da doença, graças às vacinas sobretudo, os olhares se voltam à reconstrução de nosso tecido social esgarçado de forma abrupta e compulsória nos últimos 20 meses.

É nesse ponto que se insere a necessária retomada das atividades presenciais na Universidade Estadual Paulista (Unesp), presente em 24 cidades de São Paulo e com mais de 50 mil estudantes matriculados em seus cursos de graduação e programas de pós-graduação. O retorno, porém, não deve ocorrer de maneira imediata, pois requer planejamento e cuidados extras com a saúde dos trabalhadores e estudantes. É imperativo que façamos análises e reflexões pormenorizadas sobre os prejuízos causados pela pandemia, e acertemos os passos para um retorno seguro.

No âmbito das universidades estaduais paulistas, a queda no número de inscritos nos vestibulares da Unesp, da USP e da Unicamp, que variou entre 15% a 18%, alerta para um cenário que pode indicar, de modo ampliado, uma certa desmobilização em torno da educação, em todos os seus níveis. Creches, escolas e universidades são, em sua essência, espaços de socialização fundamentais na formação dos cidadãos e, mesmo que o uso providencial da tecnologia para o ensino remoto emergencial tenha cumprido um papel importantíssimo para nos manter conectados e ativos, as perdas são inegáveis.

Nesse contexto, a Unesp retorna ao trabalho presencial com o programa “Unesp Presente”, que permitirá a execução de melhorias na infraestrutura de ensino e de pesquisa, a ampliação das ações de prevenção e promoção à saúde dentro dos campi universitários e o apoio para os estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que se tornaram mais numerosos por causa da deterioração do ambiente macroeconômico brasileiro, entre outros motivos.

As universidades estaduais paulistas
As universidades estaduais paulistas

Com o retorno, as unidades da Unesp receberão, na forma de editais, R$ 245 milhões—o maior plano de investimentos dos 45 anos de existência de nossa universidade— oriundos de parcela do montante de R$ 1 bilhão em créditos orçamentários repassados pelo governo de São Paulo às três universidades estaduais paulistas. Serão realizadas modernizações em salas de aula, laboratórios didáticos e outros ambientes de ensino, tais como nas unidades unespianas que prestam serviços de saúde e realizam centenas de milhares de assistências ou atendimentos anuais gratuitos à população.

Os recursos permitirão também fazer melhorias e criar incentivos nos três colégios técnicos mantidos pela Unesp, realizar investimentos na estrutura física e na transmissão de dados da rede de internet dos campi e apoiar os estudantes com a criação de espaços coletivos extrassalas de aula e a instituição de mecanismos de incentivo para iniciação científica, promoção da diversidade, ações culturais e de empreendedorismo, entre outras iniciativas voltadas a renovar o interesse pelo dia a dia universitário.

Unesp Presente representa uma universidade em que as atividades presenciais recuperam os vínculos afetivos, retomam o contato pleno com o outro e revalorizam a educação como um todo, levando conosco os saberes desenvolvidos com o uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação nos últimos meses. É a resposta que o momento exige para a terra castigada do pós-Covid brasileiro. Como já escreveu Gilberto Gil, nosso mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, “manter em pé o que resta não basta”, pois “agora é hora de ser refloresta”.

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