Reitor da Unesp conversa com comunidade da FMVZ

No dia 24 de novembro, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu, recebeu a visita do reitor da universidade, professor Sandro Roberto Valentini. Em reunião aberta a toda a comunidade universitária, realizada no anfiteatro da pós-graduação, o dirigente máximo da Unesp falou a docentes e servidores técnico-administrativos sobre várias questões relevantes relativas à administração da universidade.

Dentre os temas abordados pelo professor Valentini estiveram: desafios para sustentabilidade e o ensino de graduação; impacto financeiro dos programas de inclusão e de permanência estudantil na Unesp e impacto financeiro da folha de pagamento. Ao final da sua apresentação, o reitor respondeu às perguntas feitas pelos presentes.

A proposta de visitar as unidades universitárias e ouvir diretamente as demandas da comunidade universitária partiu da própria Reitoria, disse o professor Valentini, ao apresentar números e estudos sobre a situação atual da Unesp. “A intenção é mostrar com bastante racionalidade o que está acontecendo dentro da nossa universidade. Estamos desenvolvendo estudos que apontam o que poderemos fazer para buscar o equilíbrio orçamentário e financeiro e repensar a universidade”.

O reitor comentou os fatores que agravam a situação financeira da Unesp. “Nosso modelo de financiamento é muito sensível à atividade econômica. Outro fator é manter em nosso orçamento a folha dos inativos. Além disso, a Unesp foi a universidade que mais expandiu no século XXI, apoiada em decisões colegiadas. Essa é uma situação diferenciada em relação às outras duas universidades públicas paulistas”.

Ainda sobre a expansão, o professor Sandro Valentini comentou: “A Unesp Já deu uma contribuição muito importante para São Paulo. Ela decidiu se localizar na região mais pobre do Estado, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) baixíssimo. Isso, com certeza, tem um grande valor social. Foi um desafio para a Unesp se posicionar dessa forma”.  O reitor também apresentou os ciclos de expansão da Unesp e comparou a situação atual da universidade com o ano de 1995. “Nesse período, crescemos muito além do crescimento do ICMS. Enquanto o número de alunos cresceu 102%, o ICMS cresceu 40% nesse mesmo período”.

Sobre o futuro, o dirigente explanou. “Os indicadores macroeconômicos dizem que saímos do fundo do poço. A inflação está controlada, a taxa de desemprego começando a ceder e há previsão de PIB positivo já em 2017, com a recuperação do ICMS. É um crescimento comparado ao período anterior. Isso significa sair do fundo do poço, mas até retomarmos o crescimento que queremos teremos que atravessar 2018. Esperamos estar fora da crise em 2019”.

O professor também falou sobre os desafios para o ensino, no futuro da universidade. “Só sobreviverão as universidades que pararem de formar alunos exclusivamente para atender o mercado. O mercado muda cada vez mais rapidamente e o aluno pode ser formado para nada. Não queremos formar egressos para ter um emprego, queremos formar egressos para criar novos empregos. Essa postura deve demorar muito para chegar ao Brasil, mas, enquanto isso, precisamos de um posicionamento melhor. Os alunos não estão satisfeitos com o atual modelo. Precisamos preparar os alunos para resolver problemas concretos desde a graduação. Há muito tempo que se fala sobre isso no meio universitário e todo o movimento nesse sentido é fundamental. Docentes e alunos terão que sair da zona de conforto se quisermos mudar”.