Pesquisadoras de Botucatu desenvolvem estudo sobre impactos da pandemia no atendimento educacional especializado

Estudo busca detectar as consequências da pandemia na aprendizagem de crianças que necessitam de AEE

Um estudo está sendo desenvolvido pela pós-doutoranda Rosana Barreto Colichi, sob supervisão da Profa Assoc. Silvana Molina da FMB-Unesp, com uma temática muito importante: as condições de aprendizagem de crianças com algum tipo de dificuldade e que necessitam de atendimento educacional especializado durante a pandemia de COVID-19 e os impactos em seus responsáveis e cuidadores.

Com a pandemia de COVID-19 nos anos de 2020 e 2021, as escolas adotaram o ensino online, modalidade que exige um esforço maior para a educação de maneira geral, mas, principalmente, para as crianças que já precisavam do atendimento diferenciado como materiais adaptados, salas de apoio, tutores ou quaisquer outros recursos necessários para seu desenvolvimento.

“O objetivo do estudo é conhecer melhor o perfil desses alunos e pais, bem como os impactos da COVID-19 e a falta de AEE sobre suas vidas. A pesquisa irá identificar as condições das crianças e seus responsáveis, contribuindo no aprofundamento do conhecimento sobre as consequências da pandemia”, explica a pós-doutoranda Rosana Barreto Colichi.

A pesquisadora também alerta para consequências em longo prazo na educação e na saúde, em decorrência da situação atual. “Existem grandes chances de haver desigualdades e atrasos na aprendizagem e desenvolvimento das crianças. São esperadas dificuldades na reintegração e volta à rotina, além de atraso no desenvolvimento social, baixa autoestima, baixo desempenho acadêmico e desenvolvimento de distúrbios mentais, como a depressão”, detalha Rosana.

Visando amenizar os impactos no mundo “pós-pandemia”, o estudo busca entender a situação de momento, além de unir dados e argumentos visando trazer subsídios para políticas públicas, buscando a melhoria na educação na cidade de Botucatu.

Como a pesquisa deve ouvir pelo menos 200 pessoas, as pesquisadoras convidam os pais dessas crianças a participarem do estudo. Para responder o questionário, é necessário ser maior de 18 anos, atuar como cuidador ou ser familiar de aluno que antes da pandemia já tinha alguma necessidade de atendimento especializado na escola.

A pesquisa pode ser acessada no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf3HoM_ycnOlk29h5YcW7rsVtIU-uWOD1nIMI-LW252XM96fQ/viewform?usp=sf_link