Escolas de samba desfilam em busca do título do carnaval 2011

Cultura
Escolas de samba desfilam em busca do título do carnaval 2011 07 março 2011

Na noite deste domingo (6), as escolas de samba e blocos de Botucatu realizaram seus desfiles na Rua Amando de Barros. Embora a noite estivesse fria e garoando, um grande público marcou presença para assistir a performance dos foliões e o trabalho desenvolvido pelos carnavalescos.

Três escolas disputam o título de 2011: Unidos da Demétria, Estopim da Fiel e Gente Unida de Vila Maria. Foram julgados os quesitos: comissão de frente, bateria, samba, enredo, mestre sala e porta bandeira, fantasia, harmonia e rainha da bateria (desempate). Cada quesito teve três jurados e vale de R$ 800 (oitocentos reais) em material para o carnaval de 2012.

Pelo regulamento as escolas tiveram o tempo mínimo de 40 minutos para permanecer desfilando e 55 minutos para finalizar o desfile, que se iniciou em frente ? Relojoaria do Dito e terminou em frente a Padaria Pessim. A contagem dos pontos acontecerá na noite desta segunda-feira no Espaço Cultural. Será aclamada campeã aquela que tiver o maior número de quesitos vencedores. Para cada quesito a organização convidou três jurados.

{tam:25px}{n}Escola de samba Unidos da Demétria:{/n}{/tam}

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A primeira escola a entrar na passarela do samba foi a Unidos da Demétria. Com suas cores tradicionais azul e laranja, a escola defendeu na passarela do samba o enredo: Miscigenação – dos continentes ? Demétria, de autoria de Lucas Lulo Galitesi e Fabio de Bona, puxado por Cláudio Pereira, André Korsakas, Lucas Galitesi e Vitor Felitti.

Com cerca de 200 componentes, divididos em seis alas, a escola desenvolveu neste tema, fantasias e coreografias retratando a vinda de imigrantes de diversos continentes: suíços, alemães, espanhóis, italianos, argentinos, lituanos e tantos mais, que moram no local, perpetuando a miscigenação e comungando ideais em torno de uma filosofia, chamada antroposofia; iniciada por Rudolf Steiner, filósofo Austríaco, que nesse ano comemora 150 anos de seu nascimento.

Os carnavalescos foram: Célia Lulo e Maria Cristina Pereira, Suzana Murbah, Maila Reisewitz, Renata Gomez, Hans Reisewitz, Wado Siva e Vantuir Batista. No comando da bateria vieram Lucas Galitesi, Pedro Retz, Taynan Sanchez e Tom Petraglia. À frente, a rainha Renata Gomes.

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{tam:25px}{n}Escola de samba Estopim da Fiel:{/n}{/tam}

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Com muita animação as integrantes da Escola de Samba Estopim da Fiel Corintiana, nas cores preto e branco foi a segunda escola a entrar na passarela do samba, trazendo o enredo Vicente Matheus, uma história construída em preto e branco, samba assinado por Michel e Almir Mendonça e puxado por Pelé, Marcelo Oliveira e Alessandro.

Aproximadamente, 200 passistas retrataram na Rua Amando de Barros a trajetória Vicente Mateus, considerado por muitos corintianos como o presidente mais carismático que o Corinthians já teve ao longo de sua história, caracterizado no carro alegórico com sua esposa Marlene Matheus. No enredo a escola também homenageia Marcelinho Carioca, o “pé de anjo” e cita o santo protetor da equipe: São Jorge Guerreiro, na sua comissão de frente.

Os carnavalescos Sandra Maria Alves e Rharley Aparecido Pereira, diversificaram as fantasias nas oito alas da escola que dançaram ao ritmo da bateria, comandada por Cosme Prado dos Santos, puxada pela rainha Letícia Cristina.

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{tam:25px}{n}Escola de Samba Gente Unida de Vila Maria:{/n}{/tam}

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A terceira escola a desfilar foi a Gente Unida de Vila Maria, dando conotação ás suas cores amarelo e branco. Na avenida a escola defendeu o samba enredo “A Vila de ontem, de hoje e de amanhã”, escrito por Quico Cuter e musicado por Caco Sosa. Puxaram o samba Tonhão e Macalé.

O presidente Jairinho Andrade levou para a passarela 350 passistas, divididos em 11 alas, com três carros alegóricos, tendo na direção do carnaval Amélia Pilan e Vitor de Barros. O enredo retratou aspectos da Vila Maria, um dos bairros mais tradicionais de Botucatu homenageando o cantor e compositor José Marcos Cardia; a pérola negra Cecília “Peroba” André e Jairo Luiz de Andrade, o “Jairão”, que esteve em um dos carros alegóricos.

O criador das fantasias foi o carnavalesco Flor e os passistas sambaram sob a cadência da bateria do mestre Dirceu Rodrigues, o Tito. À frente da bateria, a rainha Vanessa Cristina “puxou” os ritmistas e mostrou muito samba no pé.

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{n}Fotos: David Devidé{/n}

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