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alemaoÊta vidinha prazerosa! Mesmo vivendo momentos desesperadores, por conta dos desgovernos que se tornaram a preocupação número “1” de quase todos nós, brasileiros, a população da nossa querida e hospitaleira Botucatu continua num alto astral. São raras as semanas em que o Poder Público não entrega uma benfeitoria à sua gente.

Desta vez uma camada refinada da sociedade “botucuda”, a Ferroviária – aliás, uma comunidade que, em tempos idos, ofertava diretrizes fortes para o desenvolvimento do nosso município – acabou beneficiada com uma ação do governo municipal, na qual, podemos dizer, sem medo de errar, pelo saudosismo de um tempo que, infelizmente, ficou para trás, “arrebentou” o coração de muitos profissionais (maquinistas, chefes de trem, portadores, trabalhadores braçais, telegrafistas, enfim, um “montão” de trabalhadores) que construíram bonitas histórias de vida na saudosa, Estrada de Ferro Sorocabana.

Uma noite todinha estrelada já dava mostras de que tudo aconteceria de um jeito magistral. Evidentemente que não se tratava tão somente de uma entrega simples, mas, de uma solenidade de altíssimo valor, haja vista, a “velha” estação ser o xodó de todos os ferroviários, levaria o nome do “mestre dos mestres” Doutor Nelson Dib Saad. Isso, sem sombra de dúvidas já era motivo de muita satisfação entre os ferroviários, até porque (exatamente como disseram todos os oradores) se tratava de uma homenagem, muito mais que merecida, a um gestor que gostava de gente, uma pessoa de bem com a vida e que, por onde passava, deixava um rastro enorme de alegria.

Uma “baita” mesa de frente (apesar de todas as autoridades permanecerem em pé) contou com as presenças do Ex-Deputado Federal, Duílio Pizzaneschi, um dos responsáveis pelo município poder investir naquele precioso patrimônio; o nosso representante na Assembléia Legislativa Fernandinho Cury; o Prefeito João Cury Neto; meu caro leitor Roberto Bazo, um chefe de trem que também construiu uma bonita trajetória na ferrovia (representando os ferroviários); os secretários do governo municipal, Professor Antonio Carlos Pereira e Osni Ribeiro (Esportes e Cultura, respectivamente) e familiares do homenageado, entre os quais a senhora Janete Cury Saad (viúva) e o Diretor da FCA – Faculdade de Ciências Agronômicas, Professor João Carlos Cury Saad (filho) que, inclusive falou em nome da família.

Como sempre os oradores dão um brilho ainda maior às solenidades, nesta nada diferenciou. Tanto as palavras do nosso alcaide, que confessou nunca ter adentrado na estação na época do seu funcionamento, bem como, de outros convidados, todas tiveram um gostinho de gratidão. O Prefeito, bem ao seu estilo foi logo elogiando a atuação da sua equipe na restauração dessa maravilha; segundo ele, esses “Heróis do seu Governo” fizeram de tudo para recuperar e devolver a beleza dessa riqueza à nossa gente. Quando se referiu ao homenageado – por sinal um grande Presidente que o nosso “Tricolor da Baixada” teve nos anos 60 e que foi escolhido para emprestar o seu nome ao mencionado patrimônio histórico de Botucatu – não titubeou em dizer: “ …essa homenagem é um legado que a cidade dá a um Engenheiro que fez história na ferrovia”.

Mesmo não conseguindo não se emocionar  nos momentos nos quais alguém especial é reconhecido e valorizado, o Deputado Fernando Cury também deixou a sua mensagem. Contou muitos “causos” de quando era menino e frequentava a casa do “tio” Nelson e concluiu com a afirmação de estar feliz em ver um cidadão (seu tio) como o Doutor Nelson Dib Saad receber uma homenagem dessa relevância.

Não menos emocionantes foram as palavras do Doutor João Carlos Cury Saad, que o fez em nome da família. Logo de cara, o mestre João Saad, contou as “travessuras” do pai; fez um breve discurso sobre sua trajetória profissional e finalizou a sua “prosa” com uma frase que, de fato, tinha tudo a ver com o querido Doutor Nelson: “… uma vida pela ferrovia; um ferroviário pela vida”.

Enfim, como filho de Ferroviário (meu saudoso pai Antonio de Almeida, foi Chefe de Estação, por muitos anos) e irmão de cinco trabalhadores que também se aposentaram na ferrovia (entre eles, o eterno Presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas, Orlando de Almeida) e mais, por ser amigo de quase todos os integrantes dessa família maravilhosa que aprendi a gostar e respeitar desde os meus catorze anos de idade, quando, entre outras coisas, eu almoçava (aliás, uma comida inesquecível) naquele cantinho especial, toda vez em que era “contratado” para engraxar os sapatos do querido chefe, devo confessar que “voltei pra casa”, feliz e realizado. Primeiramente por ver a alegria de quem um dia trabalhou naquele encanto – aliás, num determinado momento daquela festança, chorei junto com um senhor “ferroviário de carteirinha” (infelizmente, não me lembrei de identificá-lo), que não conteve a emoção por ver aquilo tudo de volta.

Foi emocionante demais! – e também por ver um amigo leal, carinhoso com todo mundo, um profissional extremamente competente, que adorava viver e que (exatamente, como diz uma música do Rei Roberto Carlos), tinha UM MILHÃO DE AMIGOS, ter seu nome, registrado para sempre, num luxuoso espaço da nossa querida Botucatu: na antiga, agora charmosa, ESTAÇÃO SOROCABANA.

Com muito carinho, parabenizo todos os integrantes, filhos dessa linda família Cury/Saad, (Jorge Antonio, José Roberto, João Carlos, Luiz “Kiki” Henrique e Marta Cristina), e a querida “mamãezona” senhora Janete Cury Saad, que, lá atrás, junto do meu mais amado amigo, Doutor Nelson Dib Saad, me ofertaram, carinhosamente, ensinamentos suficientes para eu poder chegar até aqui como um ser humano respeitado em toda a cidade, pela linda, merecida e justa homenagem.

Encerro este “conto” enviando um forte e carinhoso abraço a quatro leitores freqüentes das minhas narrativas semanais, meus amigos Edinho Batistão, um dos homens mais fortes do Governo Municipal, com quem, prazerosamente, “troquei muitas figurinhas” na entrega da Estação; Clóvis Pinheiro de Lima Neto, meu parceiro de causas em prol do bem e os irmãos Jairo e Moacir Fontes, duas preciosidades da sociedade “botucuda”.

 

 

Rubens de Almeida – Alemão

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