A UNIÃO DE VÁRIOS CORAÇÕES RENDEU OITO TONELADAS DE ALIMENTOS!


É pessoal, esta Pandemia, que já dura quase um ano e meio, parece mesmo, não querer nos deixar. Quantos e quantos amigos e amigas, muitos deles, pessoas especiais em nossas vidas, partiram deixando entre “nóis”, rastro enorme de saudades. Assim é a vida! Porém, neste turbilhão de incertezas em que estamos vivendo, com muitas brigas entre poderes, em especial, entre a classe política, acho que Deus tem cuidado muito bem daqueles seus filhos que, prazerosamente, cumprem o seu papel de cidadão de bem e, mais ainda, prezam pelo maior mandamento que ELE, o nosso PAI nos ensinou: amar ao próximo, como a si mesmo.

Envolto, a todas as dificuldades advindas da pandemia  (sei lá, por incompetência de quem), como a FOME, por exemplo, estamos há longos quatro meses, tentando fazer a nossa parte, da melhor forma possível, com um único objetivo: atender aos preceitos de Deus, para com os nossos irmãos necessitados. Por termos consciência que “sozinhos, não somos ninguém”, durante todo esse período, procuramos encontrar em pessoas que fazem o nosso cotidiano sempre “melhorar um pouco”, buscar parceiros que não só viessem ao nosso encontro, mas, que aceitassem a tese de que, um abraço quase resolve o problema e, vários abraços juntos e de mãos “entrelaçadas”, na maioria das vezes é a solução mais certeira.

Com a minha ousadia – claro que sempre pedindo ajuda ao Todo Poderoso – fui à “caça” dessas “armas secretas”, que pudessem nos embalar nessa triste e sofrida caminhada. De cara me lembrei do meu saudoso compadre Zé Rico, um dos maiores cantores sertanejos que o Brasil já teve. Quase acertei! Pena que hoje, ele mora no céu, senão certamente, ele seria o meu grande incentivador. No entanto, logo após vir essa primeira “luz”, uma outra veio à minha mente e iluminou tudo à frente, e  de um jeito bastante abençoado, todo esse projeto que “chacoalhava” o meu coração cotidianamente que era: ajudar com atitudes a combater esse terrível mal que estava batendo à porta de muita gente (a DOR DA FOME E DA MISÉRIA), começou a dar certo.

Meu primeiro parceiro, não poderia ser outro, senão o amigão João Batista Bernardo, o cantor Matogrosso, da renomada dupla sertaneja Matogrosso & Mathias, por sinal, esse fenômeno da musica brasileira, desde que foi escolhido para ser o EMBAIXADOR das Casas de Apoio do Hospital das Clínicas, só tem nos ajudado. Com os seus pedidos à nossa gente – aliás, sempre bastante emocionantes – um “montão” de alimentos vieram até nós, através deste importante e talentoso cantor. Depois, foi a vez do “menino de ouro”, Thiago, da dupla sertaneja Hugo & Thiago. O filho do saudoso senhor, Alcides da Silva, o Piquilo, também foi decisivo neste meu intento. Somente com a sua chamada que circulou nas redes sociais, por dez dias, nada menos do que cem famílias foram auxiliadas. Dia 3 de julho faz um ano que o papai do Thiago e do Django, meu amigo Piquilo, nos deixou, para ir ao encontro do Senhor. Mais adiante, encontramos nos amigos Silvio Carlos Finato e Hamilton Policastro, outra “ponte” para conseguirmos parceiros renomados que nos ajudassem também nessa nossa “empreitada”. O primeiro a gravar um áudio mostrando a nossa boa intenção foi o cantor Gilberto, da dupla Gilberto & Gilmar, os moços do “tá ruim, mais tá bom”. Arrebentamos de ganhar cestas de alimentos. Com o grande cantor “caipirão dos bons” Sérgio Reis, “explodimos” de ganhar cestas aqui, ali e acolá. Quanta gente nas nossas idas e vindas, buscando doações, nos paravam, para querer mostrar a grandeza do coração desse ídolo. Obviamente que conhecíamos, um pouco, a história do cantor Sérgio Reis, no entanto, tomamos conhecimento de façanhas de vida, que não sabíamos, pra lá de admiráveis desse ser humano generoso e solidáriodemais. Nesse período, também tivemos chamadas feitas pelos moços Fidomar & Zeca, uma dupla talentosa que está ganhando corpo rapidamente, e da minha princesinha Nicoly Lima, a voz mais parecida com a da Marília Mendonça, em todo o Brasil, que ja´, já, estará brilhando pelo Brasil afora. Essas duas parcerias, também nos trouxeram enormes frutos.

Aí veio aquela maravilhosa iniciativa do comandante do 12º Batalhão de Policiamento do Interior, Tenente Coronel José Semensati Júniorque, num momento crítico da Pandemia, resolveu chamar seus subordinados e propor a troca das festividades de aniversário do Batalhão, por uma campanha de arrecadação de alimentos para as nossas Casas de Apoio, e também para a comunidade sofrida da cidade. Um dos maiores ídolos do país, o grande astro, Fábio Junior, um cantor que “balança” o coração de todos, com suas melodias românticas, foi o pivô de todo o sucesso alcançado pela corporação. Neste evento que durou apenas uma semana, 234 cestas (quatro toneladas e meio de alimentos) e 600 litros de leites longa vida, foram arrecadados.

Como falei em ousadia no início deste “conto”, e também, aproveitando aquele dito popular muitíssimo verdadeiro: “a vida é um eterno aprendizado”, nos apegamos nos frutos colhidos pela iniciativa da Polícia Militar e, de novo, arriscamo-nos a conversar com a cúpula da SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo/Botucatu, que tem à frente, o seu Superintendente Mauricio Tapia; com o Magnífico Reitor da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Professor Pasqual Barretti, e com o âncora da Rádio Municipalista, Vanderlei dos Santos, com o intuito de nos abraçarmos e chamarmos a sociedade para virem conosco, em outro desafio solidário. Meu Deus! Era chegada a hora de “correr atrás” de outro padrinho respeitável. Põe ousadia nisso hein! Eis que, mais uma vez, ELE, o Todo Poderoso, colocou no meu caminho, um “boleiro” dos bons da cidade de Brotas – que se fosse mais jovem, tinha espaço em qualquer grande clube do futebol brasileiro – meu amigo Vandinho, que depois de muitos anos, me colocou à frente do também meu amigo Daniel, senão o maior, um dos maiores cantores do Brasil. Com um padrinho desse porte, a credibilidade de todos da SABESP e da UNESP, e a influência da tradicional “Rádio do Povo” nos lares botucatuenses, não poderíamos esperar outro resultado. Nossa campanha durou três semanas e nesses vinte e um dias, conseguimos arrecadar oito toneladas de alimentos. Eta “nóis”!

Bão”, agora, precisamos trabalhar e trabalhar no atendimento, mais justo possível, daquelas famílias que, de fato, precisam da nossa ajuda, até porque, os apelos todos foram feitos em cima dessa triste realidade. Hoje já começamos a “abastecer” os nossos colegas de grupo. Se Deus quiser, ninguém ficará sem o nosso carinho durante o mês de julho. Que venham outros desafios, afinal, como dizem meus queridos amigos Cezar & Paulinho: “nóis tropica mais num cai”!

Orgulhoso demais, aproveito a oportunidade, para agradecer todo o pessoal da SABESP (seu Superintendente, Mauricio Tapia; os gerentes Sandro Henrique Ramos e Marcelo Rogério Machado Franco; as meninas, Maria Angélica Santo Galvani e Erica Vendrami, sempre prestativas e atenciosas); meu irmão Pasqual Barretti, Magnifico Reitor da UNESP, e todos os meus companheiros da Rádio Municipalista, em especial o respeitadíssimo representante da mídia local, Vanderlei dos Santos. Queridos amigos, com certeza, JUNTOS, FIZEMOS TODA A DIFERENÇA! Quero também parabenizar o Tenente Coronel José Semensati Junior, pelo seu aniversário, ocorrido ontem dia 30, e dizer da gratidão que temos, por ter nos impulsionado para outros desafios iguais ao realizado pela gloriosa Corporação da Polícia Militar e enviar um forte abraço ao meu querido amigo José Geraldo Batista da Silva, o Geraldinho da Aquário, proprietário da Transportadora Phenix. Esse moço, não só fez uma doação expressiva de cestas básicas, bem como, se incumbiu de fazer o transporte delas, da SABESP para o nosso abrigo.

Por fim, o relato do fato mais emocionante que vivemos durante essa “corrente solidária”, por sinal, uma preciosidade que “balançou” o coração de todos os colegas, funcionários da SABESP. Logo no dia do lançamento da campanha, tão logo os amigos do rádio pediam a sociedade que levassem a sua doação, nos pontos de coleta, um senhorzinho, mesmo com a garoa da tarde, se deslocou até a sede da SABESP, com um pacotinho de arroz de um quilo, dizendo que fazia questão de fazer a doação do que ele tinha em casa. Minha gente, todas as doações tiveram um “peso” incalculável para “nóis”, porém essa teve, além do valor, algo muito maior: a marca da irmandade, e o desejo consolidado, de abraçar um irmão necessitado. Esse senhor doou tudo o quê tinha em casa, dai… .

Rubens de Almeida – Alemão/[email protected]