RUBIÃO JUNIOR FICOU SEM O SEU ASTRO MAIOR

Caro leitor, essa nossa vidinha passageira continua nos pregando surpresas e mais surpresas. Evidentemente que temos de entender, exatamente como diz o dito popular: “a fila anda”, no entanto em algumas situações, talvez pelo carinho que sentimos por quem nos deixa, sentimos que o “fardo” é pesado demais. Foi isso que aconteceu com o passamento de um senhor que tive a felicidade de conhecer ainda garoto; um pai com quem convivi aqui neste cantinho maravilhoso da nossa encantadora Botucatu (Rubião Junior) por muitos anos: meu amigo João Mauad.

Que pena esse triste ocorrido! A “robusta” e aconchegante localidade de Rubião Junior, sede de uma das maiores potências Universitárias e de Atendimento Médico de todo o Estado de São Paulo (a conceituada Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”) perdeu, no último sábado (29/06), um dos seus mais respeitados moradores; naquela fatídica manhã, ELE, o TODO PODEROSO levou para perto de SI o queridíssimo senhor João Mauad.

Esse ser humano muitíssimo carismático, um comerciante acima da média, ao lado de outras famílias tradicionais (Lopes, Meneguim, Cassineli, Puti, Figueira, Rosseto, Borgato, Ferrari, Castanheira, Pesavento, Bovolenta e tantas outras), lá atrás, ousou ”fundar” este bairro que almejava muito, ser uma grande potência aqui da “terrinha”, e também, fazer da famosa “terra” de Santo Antônio, uma das referências turísticas de Botucatu.

Na ocasião, o Governo do Estado acabava de entregar uma obra monstruosa que serviria para abrigar um hospital para pacientes tuberculosos, porém, por ironia do destino, e também, pela insistência de muita gente do bem (Emilio Peduti, Doutor José Faraldo, Doutor Plínio Paganini e outros cidadãos referenciados e comprometidos com a cidade) que almejavam a implantação de uma Faculdade de Medicina no nosso município, esse quadro traçado pelo governo acabou MUDADO; graças a Deus, naquele grande patrimônio, em vez de um hospital para tuberculosos, tivemos a instalação de uma das maiores Universidades Públicas do Estado, a inesquecível e “pra” lá de saudosa, FCMBB – Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, hoje, a nossa UNESP. Depois disso, Rubião Junior virou essa maravilha que esses grandiosos moradores, entre os quais o já saudoso João Mauad, imaginavam. Glória!

O que posso mais falar de um cidadão que, enquanto esteve entre nós, só deu exemplos positivos; tive o orgulho em conhecer, não só a dona Leila Mauad (a sua outra metade), mas também os seus “herdeiros”, meu irmão e meu eterno REPRESENTANTE em tudo lá na UNESP, Toni Turquinho; o menino Munir e as princesas Odete e Sumaia (ah, esse lindo casal, ainda teve forças para contribuir na formação de outra preciosidade: a pequena Ana Paula, sobrinha do casal). Que prazer o meu ídolo, “JOÃOZINIO” MAUAD – como eu o chamava, carinhosamente – deve ter curtido durante a sua estada neste mundinho de ninguém né!

Então caríssimos leitores, de novo a vida nos mostra que estamos de passagem por este mundo de ninguém; hoje estamos aqui, amanhã ali, e depois de amanhã, sequer saberemos por onde estaremos “trilhando”. Vida que segue!

Tenho absoluta certeza que o nosso querido João Mauad foi maravilhosamente bem recebido no reino do Senhor. Também não tenho dúvida nenhuma, de que ELE, o nosso PAI, já dispensou todo conforto que os seus familiares e amigos necessitam para superar a triste dor da sua partida. Vamos em frente!

Por fim, de um modo muitíssimo especial quero prestar a minha última homenagem a esse cidadão “sem fronteiras”, que nunca desistiu de “levar a vida”, relembrando de um refrão de uma linda música do Rei Roberto Carlos (MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO!) que tem muito a ver com ele, que diz: “… esses seus cabelos brancos, bonito; esse olhar cansado, profundo, me dizendo coisas, num grito; me ensinando tanto, do mundo. E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo, já correram tanto na vida, meu querido, meu velho, meu amigo…”.

Até qualquer dia “Joãosinio” Mauad. Com certeza, um dia voltaremos a nos encontrar e voltar a contar aqueles prazerosos “causos” envolvendo os nossos irmãozinhos “turquinios”!

Rubens de Almeida – Alemão/alemao.famesp@gmail.com