BOTUCATU, CIDADE QUE VENCE TODOS OS OBSTÁCULOS QUE “CAEM NO SEU COLO”!

Isso mesmo! Botucatu é, de fato, uma cidade que, com a força da sua gente, consegue vencer todos os obstáculos que “caem em seu colo”.

Como simples “contador de causos” nesta coluna, onde, semanalmente procuro mostrar fatos agradáveis ocorridos na sociedade “botucuda”, desta vez, sinto-me na obrigação de buscar inspiração para mostrar a grandeza do povo botucatuense que, há quase dois meses, só tem enfrentado dissabores, mas que com toda a fé no nosso PAI – afinal, nossa Botucatu que, além de ostentar o título de “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”, também faz por merecer o slogan de ”CAPITAL DA SOLIDARIEDADE”, tamanha a generosidade de seu povo e, porque não dizer, “A TERRINHA DE DEUS”, por conta da religiosidade dos nossos irmãos botucatuenses – tem superado todos esses tristes momentos.

Vamos lá. O que explica, senão a união da nossa gente, em especial das nossas forças constituídas, o Poder Público, por exemplo, que através do Prefeito Municipal Mario Pardini coordenou, pessoalmente, todas as ações de SOCORRO às vítimas das fortes chuvas que caíram na madrugada do dia 12 de fevereiro, o motivo de tanta superação? Hoje, quase dois meses depois dessa fatalidade que a natureza nos proporcionou, estamos quase que recuperados.

Pois bem, não bastasse esse triste momento – aliás, um acontecido que lesou milhares de irmãos que perderam tudo com as fortes enchentes ocorridas em diversos bairros da cidade – eis que logo em seguida, mais propriamente, no inicio do mês de março, outra “bomba” viria a estourar, não só aqui na terrinha, mas em todo o país e em todo o mundo: a fatídica chegada de uma Pandemia que vem assustando todos nós: o COVID-19. Outra pancada na nossa gente e também na municipalidade!

Claro que providências estão sendo tomadas (mesmo com muita divergência acontecendo, entre alguns especialistas, que optam por estratégias diferentes em situações desse nível) para neutralizar o possível aumento das contaminações e, de novo, com o nosso alcaide estando à frente de tudo e de todos, nessa verdadeira “guerra”.

O tempo está passando, e, ao que parece, com as graças de Deus, e com as medidas que foram tomadas (para uns, uma medida certíssima; já para outros uma decisão precipitada) estamos indo adiante, respirando um pouco mais aliviados.

Graças à força DELE, o nosso PAI, e ao comprometimento dos excelentes profissionais de saúde (médicos, enfermeiras, técnicos e auxiliares de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, dentistas, fonoaudiólogos, biomédicos, pessoal da área administrativa, técnicos de exames de imagens, e até os meus amigos “limpadores de chão” das enfermarias e UTIs), que temos no nosso Complexo Hospitalar de sigla HC, bem como os que “tocam” o hospital da UNIMED – aliás, na pessoa do querido Doutor André Luiz Balbi, digno Superintendente do Hospital das Clínicas da FMB da UNESP, aproveito a oportunidade para cumprimentar um a um, todos, indistintamente, pelo brilhante trabalho que vêm realizando diuturnamente – tudo está caminhando bem. Sinto que estamos vencendo essa dura batalha! Parabéns a todos!

“Bão”, se você pensa que a “guerra acabou”, está muitíssimo enganado. As amarguras, preocupações e angústias ocorridas nos últimos sessenta dias não foram, ou melhor, não são somente essas.

Infelizmente “apanhamos” mais um pouco! Nesse período a nossa hospitaleira e solidária Botucatu perdeu também dois filhos especiais. Dois baluartes da nossa sociedade, que nos deixaram para irem ao encontro do Senhor. E o pior, por conta dessa malfadada epidemia, sequer tivemos chances de lhes dizer ADEUS. Eta vidinha danada! Que tristeza!

Então minha gente, Deus tirou do nosso convívio, em menos de uma semana, o querido Padre Orestes Gomes Filho, um dos maiores agregadores da humanidade, cujo “espaço de vida” era a região alta da cidade, mais propriamente, a populosa Vila Maria, onde há muitos anos ele “juntava” todos os habitantes para as suas festanças, por sinal, com um único propósito: ajudar o próximo.

Já o outro “botucudo” que também “partiu sem se despedir”, foi o sempre simpático e divertido goleiro João Marcos Coelho da Silva, um moço que também se preocupava com o bem comum, tanto que, inúmeras foram as formaturas de garotos (de escolinha de futebol) que ele promoveu aqui na cidade, mais propriamente lá na nossa querida “veterana” da Avenida Dom Lúcio, onde era um funcionário muito respeitado no clube.

Enfim, como diz um renomado apresentador da TV brasileira: vida que segue!  Também compactuo dessa realidade, no entanto, como amigo dessas duas preciosidades, preciso deixar registrado aqui neste meu “conto”, que tais perdas me deixaram triste demais, evidentemente , por ambos serem meus amigos bem próximo e, mais ainda, porque sequer tive oportunidade de dar-lhes o meu último abraço de ADEUS!

Querido Padre Orestes, tenha certeza meu irmão, a população da cidade, em especial, da nossa amada Vila Maria, está muito triste com a sua partida. Seus amigos e companheiros fiéis daquelas suas festanças tradicionais, entre as quais a do MILHO VERDE – um evento que “chacoalhava” a região toda – ainda não “acordaram” para perceber o quanto você fará falta entre nós; porém, caro amigo, não tenho dúvidas que, de onde você estiver, continuarás sendo o nosso “CAPITÃO” e mais, nos dando forças para que possamos consolidar, com muito sucesso, tudo o que você esboçou nesta sua brilhante estada entre nós.

E de você caro “menino gigante” João Marcos Coelho da Silva, filho do saudoso esportista João “Costela” Coelho da Silva (qual “craque do passado” da nossa várzea, não se lembra dele?) o que posso falar, a não ser, dizer-lhe que a torcida palmeirense (onde você construiu uma bonita história) também está entristecida? Dificil né!

Como seu amigo lá da nossa Vila Antártica, época em que ainda garoto, juntos, jogávamos no juvenil do EC Inca (você ainda era do infantil), clube na época administrado pelo senhor seu pai (João Costela), vou relembrar apenas uma “façanha”, aliás, uma lembrança que jamais fugiu da minha mente e que até os dias atuais me serve como ensinamento: eu “jogava” no meio campo, era titular do time e você se atrevia jogar de ponta esquerda; jogava, vez ou outra, ou melhor, quando faltavam jogadores, pois, não tinha habilidade alguma com a bola nos pés. Eis que um dia, o saudoso e, queridíssimo “véio” Guaxuma, um dos maiores jogadores que o futebol de Botucatu já teve, veio treinar a molecada do Inca. Como primeira medida, esse verdadeiro mestre da bola, tomou duas decisões: a primeira me tirou do time titular, no primeiro jogo sob seu comando. Já, a outra, colocou o queridíssimo João Marcos em baixo dos “três paus” (como se dizia na época), como goleiro. Meu Deus! Sabe o que aconteceu, prezado leitor? Eu virei exatamente, aquilo que ele (Guaxuma) imaginava, ou seja, um jogador medíocre da várzea botucatuense e o João Marcos, um craque que chegou a vestir, além da gloriosa camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras e de outros grandes clubes brasileiros, a famosa jaqueta “VERDE e AMARELA” da Seleção Brasileira. Eta “nóis”! Assim é a vida queridos amigos!

Queridos amigos, Padre Orestes Gomes Filho e João Marcos Coelho da Silva, descansem em paz! Que Deus continue ao nosso lado, nos dando forças para que superemos a triste dor das suas partidas. Com certeza, meus irmãos, um dia voltaremos a nos encontrar. Até qualquer dia, amigos de ouro!

Rubens de Almeida – Alemão/[email protected]