A importância de classificar o que nos faz bem diante da nossa rotina

Podemos classificar esse período que estamos vivemos no mínimo como estranho, pois a pandemia do covid-19 veio para nos mostrar o que realmente importa na vida e a palavra “ressignificar” nunca teve tanta relevância. O mundo vivia freneticamente e para muitos o tempo era o que menos importava, pois, trabalhar muito não parecia ser tão ruim quando o ganho financeiro era significativo, noite e noites em claro e longe da família sempre valeu a pena diante de uma boa promoção. Associado a isso, sedentarismo, stress, obesidade entre outras comorbidades transformavam o homem pré covid-19 numa bomba relógio.

Algumas pessoas gostam do termo “jogo da vida” (como se ela fosse apenas um jogo), e o grande desafio é que pouquíssimas delas sabem ou entendem claramente suasregras, ou deixam outras pessoas criarem as regras para elas, parafraseando Alice no país das maravilhas, “se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve”.

Saúde não é apenas a ausência de doenças, mas sim um conjunto de fatores que quando associados nos conecta com o estado de felicidade, com o nosso eu maior. Estabelecer claramente qual exercício lhe faz bem e qual é necessário, qual melhor horário para sua rotina e para seu relógio biológico e quais companhias escolher para a sua prática é realmente fundamental e libertador tão quanto fazer diariamente uma higiene emocional.

Nesses 20 anos de profissão observei muitos alunos e clientes que não conseguiram focar na sua rotina simples e puramente por praticarem modalidades que não gostavam, por terem que acordar cedo ou sair mais cedo dos escritórios sempre deixando a saúde física e mental em segundo plano. Sugiro nesse artigo, que a partir de um período muito próximo cada um de nós façamos uma sincera reflexão se a vida que temos hoje é a que queríamos viver quando ainda sabíamos sonhar, se estamos felizes o suficiente para sermos doadores de energia ao universo e não consumidores, o mundo está cheio de consumidores de energia e com certeza, isso causa um mal tão igual ou tão maior que qualquer pandemia já vista.

Lembre-se “ninguém consegue dar aquilo que não tem, nós transbordamos aquilo que temos dentro do nosso coração”. (ho’oponopono).

Beto Pavão – Academia Espaço ELO