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Município aparece entre os pontos com maior redução de matéria orgânica em trecho de aproximadamente 300 quilômetros monitorado pela Cetesb

Botucatu aparece entre os destaques de um novo levantamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sobre a qualidade das águas do Rio Tietê. Entre 2024 e 2026, um dos pontos monitorados no município registrou redução de 37% na concentração de matéria orgânica, uma das maiores quedas verificadas no trecho analisado.

O monitoramento compreende aproximadamente 300 quilômetros do Médio Tietê, entre Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, e a entrada do Reservatório de Barra Bonita, em Botucatu. Nos 19 pontos acompanhados pela Cetesb nesse percurso houve redução do Carbono Orgânico Total (COT).

Na média de todo o trecho, a concentração de COT passou de 14,8 miligramas por litro em 2024 para 12,6 mg/L em 2026, uma redução de aproximadamente 15%. Botucatu apresentou queda de 37%, enquanto um ponto localizado no município de Tietê teve redução de 31,3% e Pirapora do Bom Jesus, de 21,9%.

O Carbono Orgânico Total é utilizado para acompanhar a presença de matéria orgânica na água. Quanto menor a concentração, menor a quantidade desse material encontrada no rio. Entre as principais fontes de poluição orgânica está o lançamento de esgoto doméstico sem tratamento, que em grandes concentrações pode diminuir o oxigênio disponível na água e prejudicar a vida aquática.

Poluição diária do Tietê cai 29,4%

O levantamento também aponta uma melhora no Rio Tietê como um todo. A carga de poluição orgânica transportada diariamente pelo rio caiu 29,4% entre 2024 e 2026. O volume passou de 218 toneladas por dia para 154 toneladas, representando 64 toneladas a menos diariamente.

Em 2025, a carga média ainda era de 210 toneladas por dia. O resultado de 2026 ficou 19,8% abaixo da meta de 192 toneladas diárias estabelecida pelo programa estadual IntegraTietê.

Os afluentes do Tietê também apresentaram melhora. A concentração média ponderada de COT nesses rios e córregos caiu de 26 mg/L, em 2024, para 20,1 mg/L em 2026, redução de 23%.

Investimentos

Segundo o Governo do Estado, o IntegraTietê reúne ações de saneamento, fiscalização, monitoramento e desassoreamento. Desde 2023, mais de R$ 22 bilhões em investimentos foram contratados e cerca de 1,5 milhão de imóveis foram conectados à rede de esgoto, alcançando aproximadamente 4,5 milhões de pessoas.

No mesmo período, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados dos rios, com investimentos superiores a R$ 1,4 bilhão. A quantidade corresponde a cerca de 90% da meta de 7,2 milhões de metros cúbicos prevista até o fim de 2026.

Apesar dos avanços registrados, o monitoramento mostra que a recuperação do Tietê ainda é um processo em andamento. Dos 28 pontos avaliados ao longo do rio pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), 11 foram classificados como bons, 12 como ruins, dois como péssimos, dois como regulares e apenas um como ótimo.

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