Sabesp discutirá inclusão de barragem em contrato no próximo dia 13

Pardini se reuniu com a Presidente da Sabesp, Karla Bertocco

O Conselho de Administração da Sabesp vai discutir no dia 13 de dezembro a inclusão da represa do Rio Pardo no contrato que mantém com a cidade de Botucatu. Será colocado em votação um aditivo contratual para que a empresa possa assumir o financiamento da obra.

O pedido foi protocolado na tarde de terça-feira, dia 27, pelo Prefeito Mário Pardini e uma reunião na sede da entidade. O Chefe do Poder Executivo se reuniu para discutir o assunto a com a Presidente da Sabesp, Karla Bertocco. A reunião contou ainda com diretores da companhia e com o Superintendente de Unidade de Negócios Médio Tietê (Sabesp Botucatu), Maurício Tápia.

A reunião na Sabesp ocorreu um dia após a aprovação na Câmara Municipal do projeto autorizativo 084/2018. A matéria autoriza o Prefeito a fazer uma reserva de crédito de aproximadamente R$ 42 milhões com Caixa Federal para a construção da Barragem, orçada em R$ 50 milhões.

“Tivemos mais um sinal positivo para o aditivo que vai colocar a obra da represa do Rio Pardo dentro do contrato da Sabesp com Botucatu. Cumprimos todos os requisitos para isso e no próximo dia 13 de dezembro o pedido será apreciado pelo Conselho de Administração da Sabesp”, disse Pardini em sua página no Facebook.

O contrato da Sabesp com o Município foi renovado em 2010, na gestão do então Prefeito João Cury. Basicamente o adito em contrato vai inserir no cronograma da Sabesp uma obra que não estava incluída no contrato de renovação assinado nesta oportunidade, com duração de 30 anos.

O projeto

O objetivo é construir uma barragem em uma área na região da cachoeira Véu de Noiva, um dos locais públicos mais acessados de Botucatu. O complexo recebe as águas do Rio Pardo, que abastece a maior parte de Botucatu e região.

De acordo com informações passadas ao Acontece Botucatu, essa barragem iria funcionar como um grande reservatório de água bruta. Dessa maneira, estaria garantido o abastecimento em períodos de estiagem ou crises hídricas, como a vivida em 2014/2015.

A primeira função dessa barragem será de abastecimento público, mas a represa terá múltiplos usos. Ela poderá ter a vazão regularizada para que produtores rurais utilizem a água para suas produções e colheitas, segundo o projeto.

As indústrias também poderiam ser beneficiadas. Assim se evitaria cenários como em 2014, quando a Duratex deixou de produzir durante três dias, pois não tinha água para resfriar suas caldeiras.

A barragem terá uma vazão de 1000 litros por segundo. Isso significa mais que dobrar a capacidade de produção de água de Botucatu mesmo em períodos de crise hídrica. Isso permitiria a utilização para o seu quarto objetivo, o turístico, que poderia gerar renda para o município, como ocorre com as represas Billings e Guarapiranga em São Paulo.