Qualidade da água do Rio Tietê se mantém regular

Cidade
Qualidade da água do Rio Tietê se mantém regular 23 setembro 2017

 

Foto Aceituno Jr

Relatório anual da Fundação SOS Mata Atlântica divulgado nessa sexta-feira (22), Dia do Rio Tietê, revelou que a qualidade da água no trecho do rio que corta Barra Bonita se manteve regular, a exemplo do ano passado. Em 2015, ele havia sido classificado como ruim. Em Botucatu, o Tietê também foi considerado regular.

O monitoramento foi feito por voluntários no período de setembro de 2016 a agosto de 2017, em vários trechos do rio que passam por 40 cidades, em um total de 576 quilômetros, da nascente em Salesópolis até Barra Bonita. A iniciativa ocorre desde 1993, por meio do projeto Observando os Rios.

O resultado das análises mostrou que apenas três (2,2%) dos 137 pontos de coleta de água apresentam qualidade de água boa. Outros 81 pontos (59,1%) estão em situação regular e 53 (38,7%) em situação ruim ou péssima, o que significa que a água está contaminada e não pode ser usada no abastecimento público e produção de alimentos.

O estudo também aponta uma diminuição de 7 km no trecho considerado morto do rio. No ano passado, a mancha de poluição no Tietê atingia 137 quilômetros. Agora, ela tem 130 quilômetros de extensão, entre os municípios de Itaquaquecetuba e Cabreúva, o que representa 22,5% do trecho monitorado.

Para a SOS Mata Atlântica, o pequeno recuo na mancha se deve ao aumento do trecho com qualidade de água boa e regular entre Salesópolis e Itaquaquecetuba. Apesar do resultado positivo, Malu Ribeiro, especialista em Água da entidade, lembra que, em 2014, antes da crise hídrica paulista, o trecho morto do rio estava restrito a 71 quilômetros, entre Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus.

CAUSAS

O relatório diz que o despejo de esgoto doméstico sem tratamento ou com baixa eficiência de tratamento ainda é a principal causa da poluição dos rios monitorados. Na sequência, estão fontes difusas de contaminação, que incluem resíduos sólidos, uso de defensivos e insumos agrícolas, desmatamento e uso desordenado do solo.

Fonte: Jcnet

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