Projeto de hortas comunitárias gera renda para famílias de Botucatu

Um projeto de hortas comunitárias criado pela prefeitura de Botucatu (SP) vem se destacando tanto por gerar renda para várias famílias como por oferecer à população opções mais econômicas para compra de verduras e legumes.

Segundo o secretário municipal do Verde, Márcio Piedade Vieira , a ideia do projeto é ceder áreas da cidade para pessoas que precisam de emprego. O dinheiro da venda dos produtos fica integralmente para o agricultor.

Os interessados passam por uma triagem na Secretaria de Assistência Social e recebem um terreno perto de sua casa para implantação da horta.

“Foi uma forma de garantirmos a segurança alimentar dessas pessoas através do incentivo à agricultura familiar. E, com isso, também incentivamos a produção de alimentos de alta qualidade a um preço mais acessível”, explica o secretário.

Além do terreno para a implantação das hortas, os agricultores também recebem por semana bandejas com cerca de 300 pés de hortaliças como alface, rúcula e almeirão, entre outras. A prefeitura fornece também água e até adubo de graça.

Outra preocupação do projeto é entregar aos agricultores mudas sem agrotóxico. O engenheiro agrônomo Thomas Fiore de Andrade explica que a opção pela chamada agricultura orgânica é importante tanto para o produtor, que não precisa manusear produtos químicos, quanto para o consumidor final, que terá um produto mais saudável.

A iniciativa da prefeitura atraiu pessoas como Mariana Aparecida Domingues, que era faxineira e decidiu empreender na agricultura. Agora ela é dona do próprio negócio e diz que tem mais tempo para ficar perto da família.

“Vem tudo da prefeitura, água, esterco, eu não tenho gastos com nada. Eu planto, colho, vendo e fico com o lucro. Por mês, tiro um salário mínimo, livre”, explica a ex-faxineira.

Atualmente, Botucatu possui 14 hortas comunitárias espalhadas por terrenos em vários bairros da cidade. O projeto foi premiado no ano passado como o melhor trabalho de segurança alimentar do estado de São Paulo.

Fonte: G1