Pardini diz ser contra ampliação do parquímetro em Botucatu

 

Contrato prevê aumento de 1000 para 1800 vagas

Um assunto que causa polêmica em Botucatu quando o assunto é mobilidade urbana é o estacionamento rotativo pago, mais conhecido por parquímetro. Atualmente a empresa Autoparque explora o serviço em nossa cidade.

O sistema divide opiniões entre população e comerciantes. Hoje o parquímetro está implantado na área central do comércio de Botucatu, além de diversas ruas da Vila dos Lavradores.

Em novembro de 2016, a Secretaria de Mobilidade Urbana fez uma pesquisa de opinião pública sobre uma possível ampliação da área dos parquímetros. O fato mais uma vez causou enorme divergência.

Atualmente os parquímetros disponibilizam cerca de 1.000 vagas com sistema de estacionamento rotativo pago. Por contrato, a área de expansão poderá atingir até 1.800 vagas.

O resultado da pesquisa não foi amplamente divulgado, mas, nesta segunda-feira, dia 16, o Prefeito de Botucatu Mário Pardini, que terá que lidar com o caso, deu sua opinião durante entrevista concedida aos radialistas Júnior Quinteiro e Anderson França. Se depender de sua vontade, os parquímetros não serão ampliados em Botucatu.

Pardini: “Não sou adepto dessa ampliação, não vejo com bons olhos essa medida”

“Queria colocar minha posição aqui. Eu não acho que se deva ampliar. Acho que o parquímetro foi bem utilizado na Rua Amando, Curuzu, João Passos, pois ampliou a rotatividade de vaga naquela região central e fez com que o comercio pudesse faturar mais. Mas eu não sou adepto dessa ampliação, não vejo com bons olhos essa medida”, disse Pardini.

A proposta de abrangência é que sejam incorporados ao sistema a Avenida Dom Lúcio, Rua Dr. Costa Leite e Rua General Telles – entre as ruas Prudente de Moraes e Velho Cardoso.

Área de abrangência

Foto Prefeitura Botucatu

A área de abrangência dos parquímetros na Vila dos Lavradores atualmente contempla: Rua Major Matheus (entre a Rua Milton Meris Jaqueta e Rua Vitor Atti); Rua Tenente João Francisco (entre a Rua Galvão Severino e Rua Cesário Motta); Rua Cruz Pereira, Braz de Assis, Floriano Simões, Cesário Motta (entre as Ruas Rodrigues César e Tenente João Francisco e Praça Levi de Almeida).

No Centro o serviço compreende um trecho importante da chamada área comercial. Rua Amando de Barros, Curuzu, João Passos e Floriano Peixoto até o início da Rua Tiradentes fazem parte, além das travessas da Rua Prudente de Moraes até a Djalma Dutra. O sistema funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e aos sábados das 9 às 17 horas.

O valor do estacionamento por período é R$ 1,00 por meia hora; R$ 2,00 por uma hora, R$ 3,00 por 1 hora e meia e R$ 4,00 para duas horas de estacionamento. Os cartões recarregáveis podem ser vendidos e programados considerando a tarifa inicial de R$ 1,00. A tarifa de pós-utilização, ou seja, aquela que o usuário paga caso tenha excedido o tempo de tolerância impresso no tíquete, hoje é de R$ 14,00.