05 fevereiro 2026
Órgão, um dos menores já registrados, foi captado em Jaú e encaminhado ao InCor, em São Paulo; gesto da família doadora transformou dor em esperança.

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) participou de uma captação considerada extremamente delicada e rara: um coração de um bebê de apenas três meses de idade, realizada na Santa Casa de Jaú.
O órgão, que pesa apenas alguns gramas, está entre os menores já registrados para transplante no país. O processo de captação foi concluído por volta das 13h e, em seguida, o coração foi encaminhado com urgência ao Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, onde o transplante foi realizado.
A ação foi viabilizada em conjunto com a Equipe de Doação de Órgãos para Transplantes (E-dot) da Santa Casa, que integra a OPO do HCFMB, além do apoio da Polícia Militar de Jaú, que auxiliou no deslocamento e logística da operação.
Em nota, o HCFMB destacou que a autorização da família do bebê doador foi fundamental para tornar possível o transplante, transformando um momento de profunda dor em esperança e oportunidade de vida para outra criança.
Referência regional com sede em Botucatu
A OPO do Hospital das Clínicas de Botucatu, coordenada pelo médico Laércio Stéfano, é responsável pela captação e distribuição de órgãos para transplantes em cerca de 51 municípios dentro de sua área de abrangência, podendo atender, em algumas situações, até demandas de outros estados.
O trabalho envolve equipes especializadas, plantões permanentes e uma rede integrada de saúde, garantindo que o processo de doação ocorra com rapidez, segurança e respeito às famílias.

A importância de ser doador de órgãos
O HCFMB reforça que, para ser doador de órgãos, é fundamental que a pessoa manifeste seu desejo ainda em vida aos familiares e pessoas próximas. A doação pode beneficiar diversos pacientes que aguardam por um transplante.
Na maioria dos casos, o transplante representa a única esperança de vida ou a chance de um recomeço para quem espera na fila. Para que ele aconteça, o que importa é a compatibilidade entre doador e receptor.









