Inadimplência supera R$ 150 mil no primeiro bimestre de 2020 no comércio de Botucatu

 

O montante de débitos não quitados por consumidores Pessoas Físicas (CPF) em Botucatu nos dois primeiros meses de 2020 chegou a R$ 156.914 conforme registrado pela Associação Comercial e Empresarial de Botucatu (ACEB), com base de dados da Boa Vista SCPC. Desempenho mostra redução de 31,65% em comparação ao mesmo período de 2019, quando o valor chegou a R$ 229.582.

Os dados referem-se somente aos meses de janeiro e fevereiro, anteriores ao período de quarentena imposta pela pandemia de Covid-19, doença respiratória aguda causada pelo novo coronavírus. Devido ao novo cenário, as metodologias de pesquisas tendem a variar conforme decisões do governo sobre postergação de dívidas e possibilidades de refinanciamentos.

Ao todo, 235 CPFs foram inseridos no sistema de recuperação de crédito da ACEB, sendo que em janeiro registrou o maior fluxo de inadimplência, com  R$ 115.400,38 em 156 consumidores inadimplentes. Já fevereiro teve R$ 41.513,81 em débitos, decorrentes de 79 cadastros.

Por gênero, homens ainda são prevalentes quanto à inadimplência. No bimestre, foram 154 inclusões de consumidores do sexo masculino (109 em janeiro e 45 em fevereiro). Já pelo sexo feminino, foram 81 inserções ao sistema, decorrentes de 47 em janeiro e 34 em fevereiro.

A maior parte das dívidas estão em vigor há pelo menos doze meses, totalizando R$ 142.451, sendo R$ 104.176,82 registradas em janeiro (em 186 consumidores) e R$ 38.274,28 em fevereiro (em 81 inserções). Em valores, as dívidas entre R$ 101 e R$ 500 são as mais frequentes, representando 187 ocorrências, com totalização de R$ 55.371,75. Por faixa etária, os índices com maiores registros foram pessoas de 31 a 40 anos (79), acima de 50 anos, 41 a 50 anos (56), 19 a 25 anos (37) e de 25 a 30 anos (36).

Segundo Emílio Angella Neto, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Botucatu (ACEB), os resultados obtidos nos dois primeiros meses do ano representavam o realinhamento econômico que o país passava, com reflexos no município. “A economia apresentava sinais de recuperação após período recessivo e com crescente na inadimplência dos brasileiros, de forma geral. No entanto, esse cenário vinha sendo modificado devido a iniciativas de financiamentos, redução de juros e renegociação de contratos. Os índices de inadimplência seguiam esta tendência devido à busca por crédito por parte dos consumidores”, salienta.

A perspectiva é que o índice volte a representar alta devido à pandemia de coronavírus e que tem causado impacto negativo na economia. “Com a pandemia do novo coronavírus, a economia vive seu momento mais duvidoso, como mostram projeções que se alteram a cada semana. A paralisação parcial ou total dos meios de produção, reduções salariais e demissões, a atividade de consumo terá retração. Como reflexo, muitos consumidores deixarão de arcar com as principais contas, mesmo com auxílios governamentais e reservas financeiras”, frisou Angella Neto.

Inclusão em sistema de proteção de crédito pode ser feita por plataforma online

A Associação Comercial de Botucatu, oferece soluções para análise e recuperação de crédito. Entre as novidades, a entidade implantou um sistema online, em seu site (www.acecdlbotucatu.com.br) para a inclusão e exclusão de registros de débitos.

Assessoria ACEB