Governo Federal libera pagamento atrasado e obras no Cachoeirinha em Botucatu são retomadas

Atraso de pagamentos por parte do Governo Federal paralisaram obra no Cachoeirinha

Após um breve período de paralisação nas obras dos residenciais Cachoeirinha, os trabalhos na fase final devem ser retomados ainda esta semana. O motivo da pausa é o atraso no pagamento por parte do Governo Federal para a figura do empreiteiro.

Ao todo estão em fase final de construção 992 unidades financiadas pelo faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. A entrega dos apartamentos deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2019, em data a ser definida.

A notícia da regularização de apenas uma parte do pagamento foi dada nesta quarta-feira, dia 20, pelo Prefeito Mário Pardini, durante entrevista à Rádio Criativa FM. A empresa responsável pelas obras dos quase mil apartamentos do programa “Minha Casa Minha Vida” é a Qualyfast.

Pardini: “Tenho informações da Caixa de que o problema será resolvido nas próximas semanas”

“A informação que eu tive é que na segunda-feira parte do pagamento, só uma parte, seria depositada na conta do empreiteiro. Isso realmente aconteceu e a empresa já está cumprindo com sua obrigação e está honrando com a folha de pagamento dos servidores desde ontem”, disse Pardini.

Botucatu tem hoje diversas obras financiadas pelo Governo Federal, como o viaduto do Jardim Cristina, Piscinões para amortizar água das chuvas, o próprio residencial Cachoeirinha, duas escolas em tempo integral, além do projeto executivo do Parque Linear no Lavapés, que foi apresentado na última semana no DAEE.

Ainda de acordo com o Prefeito, apesar de ser uma parcela pequena, o valor já é suficiente para a Qualyfast pagar todos os seus funcionários que estão atuando na parte final de construção dos residenciais. Há, por parte da Prefeitura de Botucatu, uma expectativa de que os pagamentos se regularizam em um curto período.

“Essa situação não ocorre apenas em Botucatu. O Presidente Bolsonaro ainda está tomando ciência de todas as obras e nessa troca de governo sua equipe ainda está tomando pé da situação orçamentária do país, conhecendo os projetos do país e devagar estão liberando os pagamentos. Espero que essa situação se regularize o mais breve possível”, colocou Pardini.

Como são feitos os pagamentos?

Os pagamentos das obras por parte do Governo Federal são feitos através de medição. Os engenheiros da Caixa Federal fiscalizam a obra a cada período de 30 dias fechados. Todos os itens são analisados, quase que nos mesmos moldes de uma obra financiada por um cidadão comum no banco.

Governo Federal ainda precisa quitar outras medições

Esses pagamentos são feitos em função das medições. No caso do Cachoeirinha, como são quase mil unidades, os valores por medição podem chegar a R$ 5 milhões. Nesse empreendimento estão atrasadas duas medições, sendo que a terceira já foi encaminhada pela Caixa.

A parcela paga na noite da última segunda-feira, dia 18, tem um valor aproximado de R$ 1,5 milhão, ou seja, uma parcela bem menor do que as medições que já foram feitas na obra. Apesar de inferior, é um valor suficiente para saldar as dívidas com funcionários.

Segundo apurou o Acontece Botucatu, a Qualyfast estava aportando na obra dinheiro de seu próprio fluxo de caixa para o pagamento da folha salarial. Mesmo sem ter as medições.

“Chegou uma hora que isso não foi possível e as obras tiveram uma pausa. Essa parcela menor foi regularizada, as obras retomam, mas ainda faltam valores importantes a serem pagos pelo Governo Federal e esse montante deve ser regularizado nas próximas semanas. Essa é a informação que tenho da Caixa”, disse Mário Pardini.

Sorteio

Foi definida esta semana a data oficial para o segundo sorteio das unidades habitacionais dos Residenciais Cachoeirinha. As 492 unidades restantes serão sorteadas no dia 13 de abril, sábado, a partir das 8 horas da manhã, na estrutura montada para o Aniversário da Cidade, na Praça Professor Pedro Torres, em frente ao colégio EECA. Outras 345 vagas de suplente também serão sorteadas.

O primeiro sorteio de 500 unidades ocorreu no final de dezembro de 2018. Ao todo foram 9.211 candidatos que se inscreveram previamente e que foram separados por grupos, conforme normas do Ministério das Cidades.

O financiamento dos apartamentos será por meio do Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida, que prevê o pagamento em até 120 meses, com prestações mensais que variam de R$ 80 a R$ 270, conforme a renda bruta familiar.