Grupo realiza manifestação silenciosa após feminicídio em Botucatu

Cidade
Grupo realiza manifestação silenciosa após feminicídio em Botucatu 25 fevereiro 2026

Grupo de mulheres esteve no Complexo Panhozzi em respeito à família e em repúdio ao crime bárbaro que chocou a cidade.

O velório de Julia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, realizado no Complexo Funerário Orlando Panhozzi, em Botucatu, foi marcado por uma manifestação silenciosa no fim da cerimônia. Um grupo de mulheres compareceu ao local com cartazes e permaneceu em respeito ao luto da família, além de expressar repúdio ao feminicídio e à violência contra a mulher.

A mobilização ocorreu de forma pacífica e discreta, sem interferir na despedida organizada pelos familiares. As participantes permaneceram no complexo até o encerramento do velório, que antecedeu o sepultamento no Cemitério Portal das Cruzes.

O caso de feminicídio colocou Botucatu no noticiário policial de todo o Brasil e gerou forte repercussão na cidade e na região. A comoção nas redes sociais tem sido intensa desde o crime, com manifestações de solidariedade, homenagens e pedidos por justiça. Ao longo do dia, um grande número de pessoas passou pelo Complexo Panhozzi para prestar o último adeus a Julia.

Júlia morreu após permanecer internada em estado gravíssimo desde a noite de sábado (21), quando foi baleada no Jardim Cambuí, na zona norte da cidade. No mesmo crime, Diego Corrêa da Silva morreu ainda no local. O ex-companheiro da vítima foi preso no dia seguinte, na zona rural entre Botucatu e Pardinho, após fugir levando o próprio filho, que foi localizado posteriormente pela Polícia Civil.

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