Estudo da Unesp Botucatu aponta maior risco de morte por dengue em pacientes renais crônicos

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Estudo da Unesp Botucatu aponta maior risco de morte por dengue em pacientes renais crônicos 09 abril 2026

Pesquisa da Faculdade de Medicina revela que grupo tem até três vezes mais risco de óbito e maior chance de desenvolver casos graves.

Um estudo da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) acendeu um alerta importante sobre os impactos da dengue em pacientes com doença renal crônica. A pesquisa, baseada em dados da maior epidemia já registrada no Brasil, em 2024, aponta que esse grupo tem até três vezes mais risco de morte e maior probabilidade de evolução para quadros graves da doença.

Os pesquisadores analisaram milhões de casos registrados no país e identificaram que, enquanto a taxa de óbitos na população geral é baixa, entre pacientes com problemas renais ela é significativamente maior. Além disso, esses pacientes também apresentam mais sintomas e maior necessidade de internação.

O estudo foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e reforça a necessidade de atenção especial a esse público durante surtos de dengue, inclusive com prioridade no atendimento e em estratégias de vacinação.

Segundo os pesquisadores, a condição renal compromete o sistema imunológico, o que pode agravar a resposta do organismo à infecção. A recomendação é que pacientes com doença renal crônica sejam considerados grupo de risco e recebam acompanhamento mais rigoroso nos serviços de saúde.

Os estudos sugerem que renais crônicos tenham prioridade nos atendimentos e sejam avaliados com rigor, seguindo o protocolo de atendimento sistematizado para pacientes com dengue.

Atualmente, o Ministério da Saúde orienta que esses pacientes sejam divididos em quatro grupos clínicos: A, B, C e D. No grupo A estão pacientes que não têm nenhuma comorbidade, enquanto no outro extremo, o grupo D, estão pacientes gravíssimos que precisam de UTI.  O grupo B inclui os pacientes que estão bem, mas têm algum fator que pode causar o agravamento do quadro, como gestantes, idosos, pacientes cardiopatas, hipertensos, diabéticos.

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