30 janeiro 2026
Apesar do cenário favorável, a VAS alerta que o risco de transmissão da doença permanece, especialmente em períodos com condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito.

A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) divulgou o cenário epidemiológico das arboviroses em Botucatu referente ao ano de 2025. O levantamento aponta uma redução significativa nos casos de dengue em comparação com o ano anterior, ao mesmo tempo em que reforça a importância da manutenção permanente das ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com os dados oficiais, Botucatu registrou 1.490 casos de dengue em 2025, número consideravelmente menor que os 16.423 casos confirmados em 2024. Segundo a Vigilância, a queda expressiva está diretamente relacionada ao impacto positivo das ações integradas de vigilância epidemiológica, controle vetorial e mobilização da população ao longo do ano.
Apesar do cenário favorável, a VAS alerta que o risco de transmissão da doença permanece, especialmente em períodos com condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito, como calor e chuvas frequentes.
Caso de Chikungunya
No final do ano, a Vigilância Ambiental em Saúde confirmou a ocorrência de um caso de Chikungunya na área periurbana do Distrito de Rubião Júnior. A paciente, uma mulher de 50 anos, relatou não ter viajado para fora do município nos dias que antecederam o início dos sintomas, o que caracteriza transmissão local.
O diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência estadual. Após a confirmação, equipes da Vigilância intensificaram as ações de bloqueio, eliminação de criadouros e busca ativa de casos suspeitos na região. Até o momento, não foram identificados outros casos com sintomas compatíveis, e a área segue sob monitoramento contínuo.
Diferenças entre dengue e Chikungunya
Dengue e Chikungunya apresentam sintomas iniciais semelhantes, como febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, fadiga, náuseas e vômitos, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
A principal diferença está na evolução clínica. A Chikungunya costuma provocar dores articulares intensas e incapacitantes, frequentemente acompanhadas de inchaço, que podem persistir por meses ou até anos. Já a dengue pode evoluir para formas graves, com risco de sangramentos, dor abdominal intensa e vômitos persistentes, situações que exigem atendimento médico imediato.
Vacinação e manutenção dos cuidados
A Vigilância Ambiental em Saúde destaca que a vacinação contra a dengue é fundamental, mas reforça que a imunização, por si só, não substitui as medidas de controle do mosquito. Isso porque ainda há parcela da população suscetível à doença e risco de transmissão de outras arboviroses, como Chikungunya e Zika.
O município conta ainda com a Lei Municipal nº 6.814/2025, já em vigor, que determina a obrigatoriedade da eliminação de água parada e da manutenção adequada de imóveis, reservatórios, obras, piscinas, pneus e materiais recicláveis. A legislação também autoriza o acesso dos Agentes de Combate às Endemias para ações de inspeção e orientação à população.
A Vigilância Ambiental em Saúde reforça que eliminar os criadouros do mosquito é um dever coletivo e uma medida essencial para a proteção da saúde pública em Botucatu.
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