Botucatu intensifica ações contra leishmaniose e já testou mais de 3 mil cães

Cidade
Botucatu intensifica ações contra leishmaniose e já testou mais de 3 mil cães 05 agosto 2026

Município contabiliza 73 casos positivos da doença em cães e amplia testagem, monitoramento e distribuição de coleiras repelentes nas áreas com maior risco de transmissão.

A Prefeitura de Botucatu segue ampliando as ações de prevenção e controle da leishmaniose visceral no município. As medidas incluem a testagem de cães, o acompanhamento dos animais diagnosticados, o monitoramento das áreas com maior incidência da doença e a distribuição de coleiras repelentes para reduzir o risco de transmissão.

Desde 2024, mais de 3 mil cães já passaram por testes para detecção da doença. Das 2.549 amostras analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), 2.385 apresentaram resultado não reagente, o que representa 93,6% do total. Outros 80 exames tiveram resultado suspeito, 67 confirmaram a presença da doença e 17 ainda aguardam conclusão.

Além dos casos identificados pelo IAL, outros seis cães tiveram diagnóstico positivo em clínicas e serviços médico-veterinários particulares de Botucatu. Com isso, o município soma 73 animais confirmados com leishmaniose visceral.

Entre os cães diagnosticados, 46 permanecem vivos e seguem sendo acompanhados pelas equipes de vigilância, enquanto 27 morreram. Em relação à origem da infecção, 52 casos são considerados autóctones, quando a transmissão ocorreu em Botucatu. Outros cinco foram classificados como alóctones, com infecção adquirida em outros municípios, e 16 ainda têm origem indeterminada.

As ações de vigilância estão concentradas principalmente nos bairros com maior número de registros da doença. Nessas regiões, as equipes realizam diariamente visitas, testagem de cães, orientação aos moradores e distribuição de coleiras repelentes. Até o momento, cerca de 1.500 animais já receberam o equipamento de proteção.

A leishmaniose visceral é uma doença grave que afeta cães e também pode atingir seres humanos. A transmissão ocorre por meio da picada do mosquito-palha infectado, tornando essencial a adoção de medidas preventivas para reduzir a circulação do vetor.

Entre as principais recomendações estão manter quintais e áreas externas limpos, evitando o acúmulo de folhas, restos de vegetação, fezes de animais e matéria orgânica, ambientes que favorecem a proliferação do mosquito. Também é fundamental realizar acompanhamento veterinário periódico, utilizar coleiras repelentes nos cães e colaborar com as ações desenvolvidas pelas equipes de vigilância.

Segundo a Prefeitura, a participação da população é indispensável para o sucesso das estratégias de controle. A combinação entre informação, prevenção e atuação conjunta entre moradores, profissionais de saúde e médicos-veterinários é considerada a principal ferramenta para reduzir a transmissão da doença e proteger animais e pessoas em Botucatu.

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