Banco do Brasil revê decisão de fechar as duas agências da Vila dos Lavradores

O Acontece Botucatu recebeu na noite desta quarta-feira, 15, em primeira mão, a informação que o Banco do Brasil irá rever a decisão de não fechar as agências da Vila dos Lavradores no próximo sábado, dia 18 de fevereiro, como foi amplamente divulgado. A notícia foi confirmada pelo Prefeito Mário Pardini, que recebeu uma ligação da superintendência do Banco do Brasil dando conta da decisão.

Um funcionário do banco, que pediu para ter a identidade preservada, disse que a Superintendência Estadual avisou na tarde de quarta-feira que as agências permanecerão abertas por enquanto.

“Recebemos a ligação para retirarmos os cartazes que indicavam o fechamento no próximo sábado. Foi decidido que será mantida uma estrutura de atendimento na Vila dos Lavradores, porém, ainda não foi definido como será. Pode ser um autoatendimento, uma agência reduzida, mas o importante é que os moradores dessa região não ficarão sem um local para serem atendidos”, garantiu o funcionário.

Ainda segundo essa fonte, as outras agências da cidade não sofrerão alteração, são elas: duas na Amando de Barros (Praça do Bosque), uma na Unesp, em Rubião Júnior e e posto de atendimento bancário no Fórum, este exclusivo  para  o judiciário. Nos próximos dias será feito um estudo pela administração do banco, para avaliar custos da futura estrutura que será mantida no “Bairro”. “Apenas uma agência será fechada, mas ainda não há data prevista”, disse o bancário.

O Prefeito Mário Pardini comemorou a decisão após o comunicado oficial do banco. “Recebi a ligação do superintendente na noite desta quarta-feira. Acho que foi uma vitória da população que soube se impor. Fizemos a nossa parte e tivemos mérito em fazer um estudo técnico e mostrando números ao Banco do Brasil. A atitude dos executivos do Banco do Brasil é louvável, pois tiverem a sensibilidade de ouvir a população, além de analisarem nossos números. Estou muito feliz com o adiamento e com a posição do banco”, disse Pardini após a notícia do Acontece Botucatu durante a noite de quarta-feira.

Descontentamento

O Acontece Botucatu esteve nas agências da Vila dos Lavradores na tarde de quarta-feira e conversou com alguns clientes. Todos foram unânimes em dizer que o fechamento seria prejudicial à população da localidade.

“Não tenho a menor dúvida, vai causar um enorme transtorno. Na minha maneira de ver é uma economia pouco inteligente de uma estatal, pois vai fechar duas agências de um mesmo bairro com proporções de uma cidade, como é o caso da Vila dos Lavradores e juntar tudo em duas agências uma de frente para outra na Rua Amando. Mas tem outro agravante que é a questão de estacionamento, não existe mais vaga no centro. Vai estacionar onde? É um grande prejuízo”, diz o correntista Salvador Theodoro.

“Medonho, não sei o que vai ser. Desde que moro aqui eu frequento essas agências. Meu marido também é correntista e tem 85 anos. Nossa vida e de muita gente sofrerá um enorme prejuízo. Com será para estacionar? Eu não sei como será lá no centro, é muito triste, uma decisão terrível do Banco do Brasil”, lamentou a dona de casa Hieda Maria Alves Ragozo.

Pressão Política e argumento técnico de Pardini

Como o Acontece noticiou no dia 06 deste mês, também em primeira mão,  o prefeito de Botucatu, Mário Pardini, se reuniu na semana passada com o Superintendente Estadual do Banco do Brasil Marcelo Palhano, na tentativa de evitar o fechamento de um dos postos da Vila dos Lavradores.

Há informações de que a atitude da direção do banco em manter o atendimento por mais algumas semanas nas duas agências, foi motivada após o apelo do prefeito de Botucatu em manter as agências em funcionamento.

O prefeito cogitou durante a reunião, no último dia 06, a possibilidade da desapropriação do prédio localizado na Praça do Bosque, onde funciona uma das agências do centro, da antiga Caixa Estadual. Mas, apesar da pressão política, o que teria sensibilizado a direção do banco seria um estudo técnico minucioso explicando o impacto negativo que a transferência de 8 mil correntistas para a região central causaria na mobilidade da cidade.