Unesp colabora com pesquisas na Costa Rica

Os professores Sheila Canavese Rahal e Carlos Roberto Teixeira (foto), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu, visitaram a Escola de Medicina e Cirurgia Veterinária São Francisco de Assis, na Costa Rica. Professores viajaram a convite dos dirigentes da instituição costarriquenha, que já mantém um convênio com a FMVZ, coordenado pelo professor André Mendes Jorge. O objetivo da visita foi aproximar as instituições e discutir as possibilidades de parcerias.

Em 2013, uma delegação da Escola de Medicina e Cirurgia Veterinária São Francisco de Assis já havia visitado a FMVZ e demonstrado especial interesse pelas atividades do Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (Cempas). “Eles têm uma equipe que desenvolve estudos com os bichos-preguiça e nos convidaram para que fossemos até lá para levantar possibilidades de colaborações, especialmente em pesquisa”, conta o professor Teixeira.

Além da recepção calorosa, os professores brasileiros fizeram palestras para a comunidade universitária local. O professor Teixeira falou sobre a casuística geral do Cempas e a professora Sheila apresentou algumas pesquisas específicas desenvolvidas pela equipe do setor.

Eles também tiveram a oportunidade de visitar alguns santuários onde há presença de bichos-preguiça e participaram de uma reunião onde foi firmado um convênio entre uma dessas reservas e a Escola de Medicina e Cirurgia Veterinária São Francisco de Assis.

A colaboração entre as instituições deve trazer ganhos imediatos para todos os envolvidos. “Alavancamos algumas possibilidades de pesquisas com bichos-preguiça, mas podemos ir além”, analisa a professora Sheila. “Temos mais tradição na elaboração de projetos de pesquisa e podemos colaborar com os colegas da Costa Rica. Por outro lado, receberemos material biológico de lá que também pode gerar pesquisas para nós”.

Além de trabalhos em conjunto, os professores avaliam que essa aproximação abre muitas possibilidades para intercâmbio de alunos de graduação, pós-graduação e residentes. “O convênio entre as instituições é bastante amplo. A partir desse contato, podemos criar os aditivos ao convênio e explorar inúmeras possibilidades”, diz o professor Teixeira.