Seminário debate produção de plantas medicinais

Teve início na tarde da última quarta-feira (7) em Botucatu o primeiro Seminário Regional de Plantas Medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) no anfiteatro da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu (FCA), no campus Fazenda Lageado, da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A abertura oficial do evento foi marcada pelo lançamento do projeto de organização de arranjo produtivo local que tem como estratégia a implantação do programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos na rede de atenção básica ? saúde do Município, conforme edital do Ministério da Saúde nº 01 de 26 de abril publicado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE).

A cerimônia contou com a presença do secretário adjunto de Agricultura, Márcio Campos; coordenador dos médicos da Secretaria de Saúde, Dr. Cláudio Miranda, que representou a secretária da pasta, Tânia de Cácia Gasparelo e o vice-prefeito Dr. Antonio Luiz Caldas Júnior; Prof. Dr. Edivaldo Domingues Vellini, diretor da Faculdade de Ciências Agronômicas; Professor Lin Chau Ming, docente do departamento de Horticultura na área de plantas medicinais; Karina Pavão, docente da Faculdade de Medicina de Botucatu; e o engenheiro Antonio Vicente da Silva, representante da Prospecta Incubadora Tecnológica.

O projeto buscar estruturar uma política pública municipal de produção de plantas medicinais e estímulo ? prescrição médica de fitoterápicos na atenção básica de saúde. Isso proporcionaria vínculos de articulação, interação, cooperação e inovação entre as instituições locais por meio da organização do arranjo produtivo local – APL com a participação do governo, associações, empresas, laboratórios e instituições de ensino, pesquisa e extensão.

O secretário adjunto de Agricultura, Márcio Campos, explica que Botucatu é a cidade sede do projeto devido a reunir segmentos e entidades vinculadas aos estudos e pesquisas sobre as plantas medicinais e fitoterápicos que vão desde a universidade pública até empresas do setor alimentício, farmacêutico e de suplementos dietéticos.

“Há, portanto, um cenário favorável. Botucatu é um importante polo de formação no arranjo produtivo local de plantas medicinais na área biológica, médica e agrária destacando áreas da medicina, agronomia, biologia, enfermagem, entre outras” ressalta.

Ele ainda destaca que Botucatu tem um contexto institucional bem diferenciado no Estado, uma vez que possui elos da cadeia produtiva de fitoterápicos importantes, como produtores orgânicos, empresas do setor, incubadoras, laboratórios, parque tecnológico e campus da Unesp com ensino, pesquisa e extensão com plantas medicinais e fitoterápicos.

“A atuação de diferentes instituições governamentais, não governamentais e empresariais como a Associação de Produtores, Instituto Floravida, Grupo Centroflora, Rede de Segurança Alimentar Rede Sans, Faculdade de Ciências Agronômicas, Faculdade de Medicina, Instituto de Biociências, Prospecta Incubadora Tecnológica de Botucatu na coordenação das ações e nos apoios institucionais dos parceiros em várias atividades produtivas e de pesquisa tornam Botucatu uma referência na produção de conhecimentos, processamento e comercialização de plantas medicinais. No Município já existem agricultores familiares envolvidos no cultivo e processamento de espécies medicinais, cultivadas sob enfoque orgânico. Sua produção agrícola atende ? demanda do Grupo Centroflora, empresa sediada no município que produz extratos vegetais, utilizados por indústrias nas áreas farmacêuticas, cosmética, química e alimentícia” salienta.

O coordenador dos médicos da Secretaria de Saúde, Dr. Cláudio Miranda, ressalta que do Estado de São Paulo, apenas Botucatu e Itapeva foram selecionadas com este projeto. “O momento na saúde do Município está propício para a implantação de um projeto como este com tantas parceiras importantes e que tem a Prefeitura de Botucatu como um elo. Tudo isso proporcionará a abordagem da planta medicinal desde seu plantio na terra até ao consumo do paciente. São serviços de saúde complementares que só tem a acrescentar para os produtores, profissionais e principalmente os pacientes da rede básica”, explica.

As atividades do Seminário Regional seguem em Botucatu até sexta-feira (9), das 8 ? s 18 horas, com mesas redondas, oficina, apresentações, palestras temáticas e dinâmicas de integração e reflexão.