Projeto de equoterapia ajuda no desenvolvimento infantil

Desde março de 2010, cerca de 50 crianças, alunas da Escola Municipal de Educação Especial “Professora Nair Peres Sartori”, e de outras quatro unidades de Ensino Fundamental (Cardoso de Almeida, Rafael de Moura Campos, Jonas Alves de Araújo e Antenor Serra) participam de um projeto de equoterapia no Rancho São Francisco, localizado ? s margens da Rodovia Gastão Dal Farra, em Botucatu.

O trabalho com cavalos beneficia crianças que possuem dificuldades de aprendizagem, hiperatividade, dislexia, déficit de atenção e problemas de comportamento, tais como conduta de agressividade ou dificuldade de socialização.

Devido aos bons resultados no desenvolvimento destas crianças, a Prefeitura de Botucatu renovou mais uma vez, no início deste ano, o convênio com o Rancho São Francisco, que fica na Rodovia Gastão Dal Farra, km 4,5. “É uma atividade extra que só agrega valor ? s nossas crianças. O carinho, respeito, a paciência para com o próximo são estimulados no contato com o animal e todos esses quesitos são assimilados e praticados dentro e fora da sala de aula”, enfatiza o secretário municipal de Educação, Narcizo Minetto Júnior.

A seleção dos alunos é feita pelas coordenadoras pedagógicas das escolas, levando em consideração a necessidade de cada um. Assim, os mais necessitados de terapia são convocados e, em seguida, é enviada uma solicitação aos pais para que estes autorizem a participação da criança no projeto de equoterapia. Se a mesma não puder participar, será convidado um aluno da lista de espera.

Caso as coordenadoras concluam que a criança esteja com algum problema que não permita a prática de equoterapia, será solicitado aos pais ou responsáveis um atestado médico comprovando que ela se encontra liberada para fazer parte do projeto.

A instrutora Maria Gabriela Araújo afirma que a equitação traz muitos benefícios aos praticantes, tais como melhoras na concentração, equilíbrio, coordenação, postura, memória, autoconfiança e até mesmo maior sociabilidade. “A relação do aluno com os animais e com o campo é uma forma de estimular sentimentos como confiança, respeito e amizade”, diz, lembrando que as aulas no Rancho São Francisco reiniciaram dia 28 de fevereiro para as escolas de ensino fundamental e dia 12 de março para a Escola Especial Nair Peres.

{n}Equipe {/n}

A Prefeitura de Botucatu contrata os serviços do Rancho São Francisco para a realização do projeto. A equipe é constituída por Maria Gabriela Araújo e Catarina Metzler, instrutoras de equitação; Lucas Langoni Cassetari, fisioterapeuta; Milena Sartor Sacamone Savini, fisioterapeuta e pedagoga; e Carolina, psicóloga.

Transporte e alimentação
O rancho fica responsável também pelo transporte e alimentação dos alunos durante as atividades. Para tanto, foi estabelecida uma parceria com a empresa AJR Turismo (locação e transporte) e a Padaria Irmãos Ceranto.

Aulas para reabilitação
Este ano, os alunos da Escola de Ensino Especial Nair Peres Sartori terão suas aulas no Rancho São Francisco todas as segundas-feiras na parte da manhã. Como se trata de pessoas que possuem autismo ou algum déficit mental, é elaborada para elas uma proposta de trabalho diferenciada e voltada para reabilitação, coordenação, equilíbrio e estímulo da autoconfiança.

{n}PAEDA{/n}

Nas atividades com as crianças das escolas da 1ª a 4ª série, que possuem transtornos de aprendizagem específicos, a equipe tem aplicado o Programa de Atendimento Equoterápico nos Distúrbios de Aprendizagem (PAEDA).
Este método utiliza trabalhos e exercícios que desenvolvem as habilidades específicas dos alunos, tais como memória, percepção e atenção. Vale ressaltar que o Rancho São Francisco é um dos três únicos centros no Brasil que utilizam o PAEDA. As escolas de ensino fundamental participam do projeto todas as terças, com 20 alunos na parte da manhã e outros 20 ? tarde.

Fotos: Marco Magnoni