Projeto “Crescendo em Família” atende 100 crianças

A Casa das Meninas que fica na Praça Dom Luiz Maria de Santana – Catedral, está desenvolvendo o projeto sócio-cultural “Crescendo em Família”, que vislumbra crianças e adolescentes, de ambos os sexos e na faixa etária compreendida de sete a 17 anos de idade. Nesse projeto está inserido uma gama de variedades bastante diversificada. Os alunos inscritos recebem aulas de teatro, canto, arte circense, música, dança, artesanato, pintura, entre outras. No total 100 crianças são atendidas em dois períodos.

Como o sistema de internação na Casa das Meninas foi interrompido, o espaço é usado pela Pastoral para o desenvolvimento cultural. Quem estuda pela manhã participa dos cursos ? tarde e quem estuda ? tarde faz pela manhã. Os alunos recebem café da manhã, almoço e café da tarde.

De acordo com a assistente social, Débora Regina Marchis, as crianças e adolescentes que fazem parte do projeto são carentes e correm algum risco social ou pessoal. São de diferentes escolas da cidade assim como de casas transitórias que passam a contar com atividade extra-escolar.

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“Antes da criança ou adolescente iniciar suas atividades é realizado um histórico de sua família, onde vários pontos são abordados. Nossa grande dificuldade é o transporte. Por isso, uma criança, por exemplo, do Parque Marajoara ou do Jardim Brasil, têm dificuldade para chegar até o projeto. Por isso, procuramos observar o meio mais fácil de fazer com que o aluno chegue ao projeto. Uma das alternativas é contar com os ônibus escolares que são cedidos pela Prefeitura Municipal”, explica a coordenadora.

Dentro do projeto existem alunos do Distrito de Rubião Júnior, Parque dos Comerciários, Vila Real, Lavapés, Cecap, Jardim Monte Mor, Jardim Panorana, Jardim Eldorado, entre outros e é sempre consultado se o aluno está tendo bom desempenho na escola.

“Claro que procuramos ajudar se o desempenho de determinados alunos não está sendo satisfatório. Agora, algumas normas têm que ser seguidas e para permanecer no projeto o aluno, além de se interessar pelas atividades e seguir algumas regras. É necessário que, além do aprendizado, o aluno tenha postura, respeito, dedicação, educação e bons modos”, frisa Débora Marchis.

{n}Arte circense{/n}

Uma das atividades preferidas dos alunos é a arte milenar circense, com aulas ministradas pelo professor e ator Sérgio Camargo, onde os alunos recebem uma noção exata de tudo que pode ser feito em um picadeiro. Os alunos aprendem, principalmente, uma das mais difíceis artes de um ator que é fazer a platéia rir.

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“Em sua maioria a criança tem fascinação pelo palhaço. Mas não basta querer ser, é preciso ser. Para ser palhaço, não basta pintar o rosto para parecer engraçada. É preciso ser engraçado. Então, é isso que procuramos passar para os alunos e eles assimilam. Alguns chegam a me impressionar com o talento e a facilidade que têm de fazer rir”, prega Camargo.

Ele considera o projeto é muito importante porque apresenta aos alunos os mais diferentes caminhos da arte. “Seja na (arte) circense, seja no artesanato, na dança, no canto ou em outra atividade do projeto. Por isso seria interessante que a sociedade como um todo olhasse com bastante carinho. Quem sabe aqui não estejamos formando um grande artista plástico, um grande músico, um grande cantor, ou como no meu caso, um grande artista circense”, finalizou Camargo.

Fotos: Valéria Cuter