Pós-graduanda é premiada em evento de Avicultura

Adriele Nayara Dias Ishizuka, estudante de mestrado do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, câmpus de Botucatu, teve seu trabalho intitulado “Turnover isotópico do d13C em gema de ovos de galinhas poedeiras na fase de postura” premiado como Melhor Resumo Expandido, apresentado no II Simpósio de Avicultura do Nordeste, realizado no mês de março, em João Pessoa/ Paraíba.

O evento foi promovido pelo Grupo de Estudos em Tecnologias Avícolas do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal da Paraíba (Geta) e teve cerca de 500 participantes, dentre professores, pesquisadores, profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação nas áreas de Zootecnia e Medicina Veterinária, bem como empresários, técnicos e produtores rurais, gerando um grande impacto dentro da cadeia e da difusão de saberes sobre a produção avícola.

Financiado pela Fapesp, o trabalho premiado teve como co-autores Marco Antônio Gonzales de Carvalho, Jéssica Conteçote Russo, Maria Márcia Pereira Sartori, sob a orientação dos professores Juliana Célia Denadai e Carlos Ducatti.

Adriele comemorou o prêmio e aproveitou para agradecer seus colaboradores. “A premiação representa o reconhecimento do trabalho e o orgulho de fazer parte dessa instituição. Mas não fiz e nem faço nada sozinha, tive a colaboração da equipe do Centro de Isótopos Estáveis do Instituto de Biociências da Unesp”.

{n}O trabalho{/n}

O estudo é mais um exemplo da ampla possibilidade de aplicação da ferramenta dos Isótopos Estáveis. “Resumidamente, entende-se por turnover a taxa de renovação dos elementos constituintes do nosso organismo, visto que, todos eles estão em constante síntese e degradação”, explica Adriele. “O trabalho avaliou a velocidade de troca dos átomos de carbono na gema de ovos de galinhas poedeiras quando houve a troca de dietas isotopicamente distintas”.

As aves foram alimentadas por 42 dias com uma dieta composta predominantemente por arroz, planta que realiza o ciclo fotossintético chamado de C3. Após este período elas passaram a receber por mais 42 dias uma dieta composta predominantemente por milho, planta que tem ciclo fotossintético C4. “As diferenças no ciclo fotossintético entre as plantas c3 e c4 geram uma diferença isotópica natural que permite-nos a visualização da troca de dietas, pois o arroz não tem pigmentantes como os carotenoides que estão presentes no milho”, diz Adriele.

Na prática, o uso dos isótopos estáveis para determinação do turnover permite compreender melhor a fisiologia e o metabolismo de um determinado animal sem que seja necessário sacrificá-lo. “É aquela ideia de que nós somos aquilo que comemos. Com os animais funciona da mesma maneira”.