Meio Ambiente discute política de resíduos sólidos

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, promove nesta quinta-feira (24), às 19h30, no auditório do Sesi (Rodovia Marechal Rondon,  km 247,4), uma discussão sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados. O convidado para abordar o tema é o superintendente da Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro), Lucien Belmonte.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305), sancionada em 2 de agosto de 2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404 em 23 de dezembro de 2010, representou um marco na questão de resíduos no país. Pela primeira vez em nossa história iniciou-se um processo para estabelecer parâmetros concretos quanto à responsabilidade na solução do problema resíduo.

“O objetivo do encontro é oferecer subsídios para que os participantes possam compreender o funcionamento da Lei. Sabemos que somente por meio do debate conseguiremos construir um conhecimento em torno do tema de resíduos sólidos e da logística reversa”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Perseu Mariani (foto).

A PNRS, se aplicada como se propõe, vai tornar-se um importante instrumento de transformação da realidade de hoje, garantindo o reaproveitamento de resíduos recicláveis, a destinação adequada dos rejeitos e, por que não dizer, um consumo menos predatório.

A Abividro – Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, dedicou-se a estudar e compreender a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e seus desdobramentos e estudar experiências que deram certo no mundo inteiro. Com o intuito de poder preparar um bom projeto de Acordo Setorial, a Abividro mergulhou numa pesquisa profunda sobre este tema por mais de três anos. Foram coletadas e estudadas as opiniões de diversos atores e foram pesquisados os mecanismos e as práticas adotadas neste campo, bem como a experiência de diversos países.

“Falar de um sistema eficiente de logística reversa de embalagens requer o conhecimento da realidade do local ou região na qual ela vai ser implementada, por isso acreditamos que os municípios terão um papel chave neste processo. O Brasil é um país com dimensões continentais e com realidades bem distintas entre suas regiões e conhecer cada particularidade pode determinar o sucesso do projeto na região”, informa Caroline Morais, representante das áreas de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Abividro.