Lageado recebe alunos do curso de Geografia da USP

Desde 2007 a visita a área histórica da Fazenda Lageado, e o Museu do Café fazem parte do currículo dos alunos do curso de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), da capital. Os alunos realizam a visita como forma de ampliar o conhecimento transmitido em sala de aula, sobre a importância das fazendas de café do interior paulista envolvendo a parte de utilização da mão de obra dos escravos e posteriormente dos imigrantes, o desenvolvimento de novas tecnologias, crescimento e efeitos das crises sobre a lavoura cafeeira.

“Este ano duas turmas estarão fazendo a visita nos dias 23 de maio e 6 de junho. A exemplo das demais, essas visitas são feitas com acompanhamento de monitores, incluindo além do interior do Museu do Café a parte externa com os terreiros e alguns prédios do conjunto arquitetônico histórico da Fazenda Lageado”, observou  coordenador do Núcleo, José Eduardo Candeias.

Outra notícia vinda do Museu revela que já foi protocolado o pedido que tem como objetivo obter o registro da marca utilizada desde 2005 pela área histórica e pelo Museu do Café. Essa marca foi desenvolvida de forma graciosa pelo arquiteto Guilherme Michelin. Na ocasião foram feitas várias simulações visuais, objetivando encontrar aquela que mais se adequasse aos objetivos propostos.

A escolha recaiu sobre a imagem estilizada que mostra o pontilhão que une o terreiro de café a entrada do prédio da tulha, onde existe a inscrição 1934. Logo abaixo foi inserida a identificação “Fazenda Lageado – 1881 – Botucatu – SP”. Não só os traços como também o tipo e cor de letras levaram em conta a identificação de patrimônio histórico.

“Dessa forma o objetivo era atrelar a marca ao objetivo principal de divulgar o espaço histórico da Fazenda Lageado e o Museu do Café. Desde então todo o material de divulgação (ofícios, cartazes, folderes, painéis, faixas, adesivos, certificados e outros) sai com a inscrição da logomarca. Logicamente essa logomarca atualmente é reconhecida imediatamente cumprindo, dessa forma, os objetivos propostos em 2005, quando de sua criação”, disse Candeias.

Agora a intenção, com o processo de registro, segundo Candeias, é proteger a logomarca para a finalidade para a qual foi criada. “O processo está sendo conduzido pelo escritório botucatuense Kaimoti Pinto, Calsolari & Telles – Advogados Associados que tem entre outras áreas de atuação, a parte relativa ao registro de marcas e patentes. Importante registrar que o escritório está cuidando desse registro de forma graciosa, colaborando com o Museu do Café, pela relação de amizade que une o Coordenador do Núcleo ao advogado Jorge Luiz Batista Kaimoti Pinto um dos sócios do escritório”, frisa.

Também o Museu recebeu do responsável pelo Museu do Ferroviário,  Antonio Carlos do Santos “Nica”, dois exemplares de tijolos. Um dos exemplares foi fabricado pela empresa francesa “E. Sensaud de Lavaut & Cia., na cidade de Osasco e foi utilizado no calçamento original do pátio fronteiriço à Estação Ferroviária de Botucatu, no local onde transitavam as carroças com rodas de ferro. O outro pertencia a antiga Estação Ferroviária de Alcantis, que começou a funcionar em 1924 e foi desativada em 1954, junto a linha tronco da Estrada de Ferro Sorocabana, que passava pela Fazenda Lageado – Alcantis – Itatan e Vitoriana.