Incêndios continuam gerando problemas ao Corpo de Bombeiros

O número de chamadas ao Corpo de Bombeiros para atendimento a focos de incêndio na zona urbana e rural da cidade continua muito acentuado. Atualmente, cerca de 10 chamados, em média, são feitos todos os dias. Esse assunto sempre volta ? tona em razão da irresponsabilidade de muitos proprietários que não zelam pelo patrimônio.

Em razão da estiagem, a vegetação está seca e o fogo se propaga rapidamente e além dos terrenos, chega a atingir casas vizinhas que circundam esse imóvel. A fumaça e a fuligem ocasionadas pelas chamas invadem as residências, acarretando risco de intoxicação. Isso sem falar que o cheiro da fumaça fica impregnado nas roupas.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Botucatu tenente Winckler, ressalta que essa ação de atear fogo em terrenos é fator comum na cidade e para acelerar o processo envelhecimento da vegetação, é utilizado um produto químico conhecido como “mata-mato” que seca o mato tornando o local muito inflamável. Em razão disso, um incêndio de grandes proporções pode ser ocasionado por uma simples “bituca” de cigarro acesa. Depois que o fogo se propaga torna-se difícil seu controle em razão da facilidade como a vegetação seca queima.

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“A situação em Botucatu é complicada, pois, em média, são registradas 10 chamadas por dia para combater fogo em algum ponto da cidade, assim como na zona rural. A maioria dos casos é provocada pelos próprios proprietários de terrenos que querem se livrar do mato e do entulho ateando fogo no local”, alerta o comandante.

“Com isso uma viatura que poderia estar atendendo uma ocorrência de socorro ? vítima, está atendendo incêndio”, explica o comandante, orientando que o ideal seria elaborar uma Lei Municipal específica para punir os proprietários do terreno onde acontece o incêndio.

“O proprietário tem que zelar pelo seu patrimônio, mantendo-o limpo. Em terreno limpo ninguém coloca fogo. Caso aconteça um incêndio ele será responsabilizado, por não cuidar do que é seu e arcará com todos os prejuízos que o incêndio vier a causar”, observa o comandante.

Winckler lembra que, geralmente, a estiagem acontece nos meses de agosto e setembro, mas ela está acontecendo agora. Esse descontrole de tempo, segundo ele, é em razão da agressão que é feita contra a natureza. Os proprietários pulverizam o mato com veneno, que morre e seca, em poucos dias.

“Por isso pedimos que as pessoas se conscientizem, pois um incêndio no mato pode se propagar e atingir residências causando vítimas”, alerta o comandante “Se houver colaboração e conscientização popular, podemos não eliminar todos os focos de incêndio, mas seguramente, conseguiremos diminuir, consideravelmente, essas ocorrências na cidade”, complementou.