GCM resgata filhote de saruê na Rodoviária

Durante o plantão da Guarda Civil Municipal no posto fixo do terminal rodoviário a agente Leila encontrou um filhote de saruê, também conhecido como gambá brasileiro, abandonado pela sua mãe. A agente capturou o animal e solicitou o apoio do Grupo de Proteção Ambiental (GPA).

Compareceu no local com a guarnição formada pelo inspetor Carlos e o Guarda Municipal Marcos que conduziu o animal ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (Cempas) da Unesp onde o mesmo receberá atendimento veterinário até que esteja em condições de ser devolvido ao seu habitat natural.

O saruê é um animal que quando adulo mede de 40 a 50 centímetros de comprimento, sem contar com a cauda, tem um corpo parecido com o rato, incluindo a cabeça alongada. A cauda tem pelos apenas na região proximal, é escamosa na extremidade e é preensil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de árvore.

Pode reproduzir-se três vezes durante o ano, dando dez a vinte filhotes em cada gestação, que dura de doze a catorze dias. Como nos restantes marsupiais (bolsa no abdome, semelhante ao canguru), ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com cerca de um centímetro de comprimento, que se dirigem para o marsúpio, onde ocorre uma soldadura temporária da boca do embrião com a extremidade do mamilo. Os filhotes permanecem no marsúpio até quatro meses e, quando crescem mas não são ainda capazes de viver sozinhos, são transportados pela mãe em seu dorso. Em cativeiro, o período de vida é de dois a quatro anos.