FCA vai restaurar área no Parque da Cachoeira da Marta

O parque municipal que abriga a belíssima Cachoeira da Marta, com seus 18 hectares, é um dos pontos turísticos mais visitados de Botucatu. Um projeto de extensão desenvolvido por alunos da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, câmpus de Botucatu, pretende deixar a área ainda mais agradável aos frequentadores, através da restauração de áreas degradadas no interior do Parque, utilizando sementes de plantas nativas do local.

O projeto denominado “Coleta de sementes e produção de mudas para o plantio em núcleos de regeneração no Parque Natural Municipal Cachoeira da Marta”, desenvolvido pelas alunas Carolina Souza Guyot e Mariana Hashimoto Possari, sob a orientação das professoras Renata Cristina Batista Fonseca e Magali Ribeiro da Silva, foi o primeiro colocado na categoria “Agrárias”, durante o V Congresso de Extensão da Unesp, realizado no ano passado.

A área a ser restaurada fica próxima a entrada do Parque. O local já foi utilizado como pastagem e hoje está abandonada e tomada por espécies exóticas e capim braqueárea.

O trabalho dos estudantes teve início com a observação das espécies nativas, levantamento florísitico e coleta de sementes em áreas mais preservadas do Parque. Com base nas informações e na coleta das espécies foram realizadas a semeadura e condução das mudas no Viveiro de Produção de Mudas do Departamento de Recursos Naturais da FCA.

A proposta do projeto de restauração é que sejam utilizados modelos de restauração do tipo nucleação, técnica desenvolvida por pesquisadores de universidades do sul do Brasil, ainda pouco estudada e com projetos de curto prazo para avaliação. “A idéia é colocá-los em prática na nossa região, onde ocorre a floresta estacional semidecidual, e posteriormente analisar os resultados. Estamos estudando as espécies e relacionando-as com a fauna, com o histórico do uso do solo e com as potencialidades de recuperação de cada área”, explica Mariana Possari.

O projeto completo será entregue para a apreciação do Conselho Gestor do Parque e submetido ao licenciamento ambiental, pois trata-se de uma intervenção em área de preservação permanente, dentro de uma Unidade de Conservação.

Uma vez aprovado o projeto, começam os preparativos para o plantio das árvores, incluindo controle de ervas daninhas e preparo de solo. “A execução deve ser em longo prazo, o que garante que a área não seja abandonada novamente”, coloca Carolina Guyot.

O sistema de núcleos de regeneração também permitirá a realização de estudos periódicos na área e um acompanhamento mais detalhado do processo de restauração. O projeto é co-executado pela Prefeitura Municipal de Botucatu, que tem disponibilizado transporte, além de informações previamente coletadas sobre a área, e vinculado ? Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Unesp.

Conferir na prática as dificuldades do manejo ambiental tem sido importante para os alunos. “Há muita dependência da questão financeira para conseguirmos solucionar problemas ambientais, mas enfrentar essas dificuldades também nos dá uma noção e experiência sobre nosso campo de atuação. Essa vivência tem sido muito esclarecedora”.

Fonte:
Assessoria de imprensa
Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp – câmpus de Botucatu/SP
Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais – Fepaf