Fatec de Botucatu adere a greve por melhores salários

Desde a última sexta-feira (13) funcionários de escolas e faculdades técnicas do Estado de São Paulo (Etecs e Fatecs), entre elas as de Botucatu decidiram entram em greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores do Centro Paula Souza reclamam de uma defasagem salarial de 58% dos professores e 71% dos funcionários.

Além disso, pretendem reajuste de 15% do ano passado até este mês, que é a data-base da categoria. Os manifestantes não aceitaram a proposta do governador do Estado Geraldo Alckmin que ofereceu reajuste de 11%, um dia antes de a greve ser deflagrada, ou seja, na quinta- feira, 12.

Na noite desta segunda-feira (16) funcionários e professores da Fatec de Botucatu, que aderiram em 100% ao movimento, compareceram na Câmara Municipal e tiveram a oportunidade de usar a espaço da tribuna livre e expor aos vereadores os motivos que levaram a esta paralisação, principalmente ao fato de estarem sem reajuste salarial desde 2005.

De acordo com Sílvia Helena de Lima, diretora do Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza), a paralisação atinge 56 unidades, sendo 18 Fatecs e 38 Etecs, e 65% dos trabalhadores. O governo trabalha com um número menor de adesões. A categoria, formada por cerca de 16 mil trabalhadores, quer um percentual maior de aumento, além de reivindicar melhorias nas carreiras da área.

O sindicato revela que o comando de greve deve se reunir nesta terça-feira (17) para fazer um mapeamento da paralisação e traçar estratégias para conquistar a adesão dos professores e funcionários das unidades que ainda não aderiram. Na próxima sexta-feira (20), está programado um ato público em frente ? Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, em São Paulo.

Para os sindicalistas o anúncio oficial do governador em oferecer 11% foi entendido como uma “afronta” ? categoria por dois motivos: não foi discutido com os trabalhadores e segundo por ser menor que o percentual reivindicado, que é de 15%.

A categoria, ainda segundo o sindicato, vem sofrendo perdas salariais consecutivas e por isso está com os salários defasados e quer abertura de negociação. Entretanto, o governo adiantou que só irá sentar numa mesa de negociação se todos os funcionários e professores parados, retornarem ao trabalho.