Curso da FCA entra na faixa dos melhores do Brasil

A avaliação trienal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), divulgada oficialmente na terça-feira (10/12) atribuiu, pela primeira vez, o conceito 5 ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, câmpus de Botucatu.

A análise é o principal parâmetro para verificação da qualidade dos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil. Os conceitos da Capes variam de 1 a 7, sendo 3 a nota mínima para um curso ser recomendado. Aqueles que não alcançam esse índice são descredenciados e impedidos de receber novos alunos. Programas com notas 4 são considerados ‘bons’, e a partir de 5 o programa entra na faixa de excelência, sendo considerado referência nacional. Já os níveis 6 e 7 são reservados ? cursos de excelência internacional.

O Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal iniciou suas atividades no ano de 2007, em nível de Mestrado e Doutorado. O objetivo é formar professores, pesquisadores e profissionais especializados no âmbito das ciências florestais, com ênfase no estudo dos processos ecológicos e de manejo relacionados ? conservação dos recursos naturais, ? s práticas silviculturais de produção florestal e ? tecnologia dos produtos florestais.

{n}Avaliação e metas{/n}

No dia seguinte ao anúncio dos resultados a Coordenação do Programa promoveu uma reunião com os alunos do programa para discutir os resultados da avaliação e as metas para manter o bom resultado alcançado.

Realizado no auditório da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, o encontro teve a participação do professor Dagoberto Martins, do Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal da FCA e atual coordenador adjunto da área de Ciências Agrárias da Capes. O professor explicou detalhadamente os critérios utilizados na avaliação dos cursos.

“Acho que hoje é um dia de felicidade e, ao mesmo tempo, de preocupação para vocês, pois a coordenação do programa terá que montar estratégias para manter essa nota. A base de tudo é que todos os professores do programa sejam produtivos”, aconselhou.

Na sequencia, o professor Edson Luiz Furtado, coordenador do programa apresentou comentou as metas que foram traçadas em 2010, no início do triênio de avaliação, e que foram fundamentais para o resultado alcançado. “Cumprimos 80% das metas que estabelecemos e a estratégia deu certo. Agora, temos que sedimentar esse conceito 5 e continuar pensando nas metas para alcançar o conceito 6”.

Dentre as metas apresentadas pelo professor Furtado estavam temas como: publicações internacionais, incentivo ao pós-doutorado no exterior para os docentes do programa, credenciamento de novos docentes ampliando a abrangência de áreas, credenciamento de docentes do exterior, aumento no impacto social das pesquisas, melhoria da comunicação com a sociedade, entre outras.

{n}Unesp{/n}

O resultado geral da avaliação confirmou a expectativa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp: a instituição teve um aumento expressivo no número de cursos de excelência nacional e internacional: 54,3% dos programas alcançaram conceito 5, 6 ou 7, contra 45,2% no triênio anterior.

Nesta edição, que compreende os anos de 2010, 2011 e 2012, a Unesp teve 118 programas avaliados. 48 deles, (41,7%) tiveram nota ‘4’; 47 obtiveram ‘5’ (39,8%); 14 alcançaram nível ‘6’; e 3 o índice ‘7’, (somando 14,48%).

Apenas 6 programas tiveram conceito 3 (5,1% do total), sendo 4 deles cursos novos e, nos casos de primeira avaliação, as normas da Capes determinam que essa seja a nota máxima a ser atribuída. 20% dos programas da Unesp melhoram e 6% oscilaram para baixo. Nenhum programa foi rebaixado ao nível 3.

O desempenho da Unesp é superior ? média nacional. O relatório da Capes indica que apenas 30,7% dos programas brasileiros estão nos níveis de excelência 5, 6 e 7 e destes, somente 8% têm conceito 6 e 4,2% índice 7. “Nossos indicadores internos já apontavam para esses números, que refletem um trabalho de apoio ? pós-graduação baseado no mérito, diálogo com os coordenadores e política de longo prazo”, afirma o professor Eduardo Kokubun, Pró-Reitor de Pós-Graduação da Unesp.

Entre os desafios para a próxima avaliação do triênio, o professor destaca o envelhecimento do quadro de pesquisadores. “Muitos desses cursos de excelência têm docentes que estão se aposentando, por isso estamos investindo pesado na renovação constante dos quadros”, afirma. Ele destaca a qualidade dos novos contratados. “São pesquisadores muito bem selecionados porque a concorrência em nossos concursos para docente está cada vez mais alta”.

O professor destaca ainda o papel do PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) para a melhoria da pós-graduação. “Passamos a atender demandas planejadas e a ter uma política de pós integrada”. Reuniões da Propg com os coordenadores dos cursos de pós, avaliações internas periódicas e um trabalho de acompanhamento detalhista para o preenchimento do Coleta (banco de dados da Capes) são outras medidas desatacas pela Propg.