Canil Municipal tem animais prontos para adoção

Fotos: Valéria Cuter

O Canil Municipal de Botucatu, que fica na Avenida Itália, está com vários animais prontos para doação. São 15 cachorros e 37 gatos que foram abandonados por seus proprietários e levados ao canil ou foram recolhidos feridos nas ruas da Cidade e cuidados, alimentados, tratados e vermifugados e todos estão em condições de serem adotados.

De acordo com a agente de Saúde, Tereza Cristina Souza para o processo de adoção é preciso preencher uma ficha cadastral e a pessoa interessada pode comparecer ao canil para conhecer o animal e escolher aquele que mais lhe agradar, sem nenhum custo adicional.

“É importante que a pessoa que adota um animal entenda que ele, assim como qualquer ser humano tem sentimentos. Não é como um carro. Por isso a pessoa que adotar um animal deve tratá-lo com carinho, respeito e lhe dar atenção. O animal só sai do canil castrado, salvo se for filhote e é marcada uma data para seu retorno para que o processo cirúrgico seja feito. É um procedimento rápido e de fácil recuperação”, disse a agente.

Segundo Tereza Souza o Canil Municipal tem parceria com a Associação Protetora dos Animais (APA), entidade que foi criada, oficialmente, em 23 de junho de 2003, em Botucatu e, declarada de Utilidade Pública em 2004, mantida por voluntários. “Mesmo com pouca estrutura e recursos financeiros os voluntários da APA realizam um trabalho que merece os maiores elogios com o objetivo de estreitar as relações de convivência entre os seres humanos e animais”, elogia a agente de Saúde.

Lembra que um dos principais objetivos do canil e da APA é executar um trabalho educacional sobre posse responsável e incentivar a castração de animais domésticos (cães e gatos), evitando crias indesejadas. Diferentemente do canil, a APA não possui abrigo institucional, mas cuida de animais abandonados e muitos deles são levados para a feira de doação que é realizada nas manhãs de sábado na Praça Comendador Emílio Peduti – Bosque.

“O trabalho de castração não pode ser interrompido, pois é a única forma que temos de diminuir a população de animais indesejados que fatalmente são abandonados, morrem ou exibem uma triste visão nas ruas de Botucatu. O animal tirado da rua tem gastos como suplemento alimentar, medicação, pagamento de honorários aos veterinários, entre outras coisas”, complementa.

Lembra que o trabalho desenvolvido com animais é fundamentado pelo Decreto da Lei n° 24.645/34 e Lei Federal n° 9.605/98, que dispõem sobre a tutela de todos os animais pelo Estado e sobre as sanções penais e administrativas que são aplicadas a todo aquele que praticar atividade lesiva ao meio ambiente, incluindo maus tratos, abandono e crueldades contra animais.

“Nosso propósito é que essa idéia seja compartilhada por outras pessoas que querem proteger e conservar a vida dos animais. Esse grupo de pessoas se uniu por compartilhar um sentimento comum: o amor e o respeito ? vida. Não vou citar nomes para não cometer a injustiça de esquecer alguém”, frisa a agente.