Caixas iscas para captura de abelhas são distribuídas

Uma parceria entre o Setor de Apicultura da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, câmpus de Botucatu, e a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) está distribuindo caixas iscas para capturar enxames de abelhas africanizadas na área urbana do município. As caixas iscas serão distribuídas em alguns prédios públicos das regiões que, de acordo com um levantamento realizado pela VAS, apresentam maior ocorrência de enxameação de abelhas africanizadas.

O objetivo é capturar os enxames migratórios antes que eles se fixem no ambiente urbano e venham a causar acidentes. A Faculdade fornece todo o material de captura, além de cursos e treinamentos e recebe os enxames coletados e vinte caixas isca já foram colocadas. Um dos primeiros locais a receber os equipamentos é o cemitério Portal das Cruzes que se encontra na rota migratória das abelhas.

Segundo o professor Ricardo Orsi, do Departamento de Produção Animal da FMVZ, as caixas contém cera de abelha e suas paredes recebem aplicações de própolis e capim limão para atrair os enxames. “Se um enxame migratório passar por perto ele vai entrar. Periodicamente, a equipe da VAS vai inspecionar as caixas e os enxames recolhidos serão levados para a Faculdade onde podem ser usados em atividades de ensino e pesquisa”.

A parceria da FMVZ com a VAS da Prefeitura de Botucatu teve início em 2010 e hoje integra o Projeto de Extensão “Captura de enxames de abelhas africanizadas em área urbana no município de Botucatu”, cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão da Unesp. O objetivo é retirar enxames de áreas urbanas para diminuir os riscos ? população e aos animais domésticos, além de evitar o uso indiscriminado de agroquímicos para a eliminação de um importante agente polinizador, além do risco ambiental.

O projeto nasceu em razão do alto número de queixas da população sobre a presença de abelhas na área urbana. Entre 2010 e 2012, a VAS recebeu 1164 chamados. Somente em 2013, esse número já esta próximo de 700. A Faculdade fornece todo o material de captura, além de cursos e treinamentos e recebe os enxames coletados.

O projeto envolve a participação de 04 alunos de graduação e 07 pós-graduandos. “Além de prestar um serviço ? população e ao meio ambiente, o projeto propicia aos alunos uma vivência prática dos ensinamentos da sala de aula, especialmente com relação ? remoção dos enxames e o manejo pós-captura”, analisa o professor Orsi.

Bem sucedido, o projeto pode ser expandido para outros municípios da região. Alguns já fizeram contato com a VAS e a FMVZ e avaliam as possibilidades de implantação. “Estamos abertos para fornecer toda a assistência técnica e os treinamentos necessários”.