Bombeiros combatem incêndio na Vila Nogueira

Um incêndio, possivelmente criminoso, foi registrado no final da tarde desta terça-feira na Rua Mário Cacace, região da Vila Nogueira, em um terreno de, aproximadamente, 500 metros quadrados. Esteve no local a equipe do Corpo de Bombeiros com os sargentos Cassetari e Ferrari e cabo Santos.

Em razão de a vegetação estar seca, o fogo se propagou rapidamente e chegou a atingir os muros de casas vizinhas que circundam esse terreno. A fumaça e a fuligem ocasionada pelas chamas invadiram as residências, acarretando risco de intoxicação.

“Essa ação de atear fogo em terrenos é fator comum na cidade. É utilizado um produto químico conhecido como “mata-mato” que seca a vegetação tornando o local muito inflamável e com isso um incêndio de grandes proporções pode ser ocasionado por uma simples “bituca” de cigarro. Depois que o fogo se propaga torna-se difícil seu controle em razão da facilidade como a vegetação seca queima”, comentou o sargento Ferrari.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Botucatu, tenente Winckler, a situação em Botucatu é complicada, pois, em média, são registradas 10 chamadas por dia para combater fogo em algum ponto da cidade, assim como na zona rural. A maioria dos casos é provocada pelos próprios proprietários de terrenos que querem se livrar do mato e do entulho ateando fogo no local.

“Com isso uma viatura que poderia estar atendendo uma ocorrência de socorro ? vítima, está atendendo incêndio”, coloca o comandante, enfocando que o ideal seria elaborar uma Lei Municipal específica para punir os proprietários do terreno onde acontece o incêndio. “O proprietário tem que zelar pelo seu patrimônio, mantendo-o limpo. Em terreno limpo ninguém coloca fogo. Caso aconteça um incêndio ele será responsabilizado, por não cuidar do que é seu e arcará com todos os prejuízos que o incêndio vier a causar”, sugere o comandante.

Ele lembra que, geralmente, a estiagem acontece nos meses de agosto e setembro, mas (a estiagem) está acontecendo agora. Esse descontrole de tempo, segundo ele, é em razão da agressão que é feita contra a natureza. Os proprietários pulverizam o mato com veneno, que morre e seca.

“Por isso pedimos que as pessoas se conscientizem, pois um incêndio no mato pode se propagar e atingir residências causando vítimas”, observa o bombeiro. “Se houver colaboração e conscientização popular, podemos não eliminar todos os focos de incêndio, mas seguramente, conseguiremos diminuir, consideravelmente, essas ocorrências na cidade”, complementou.

Fotos: Quico Cuter