APAE de Botucatu presta atendimento a mais de 200 alunos

Fundada em 1969 e atendendo, atualmente, 213 pessoas com idade compreendida entre 07 a 66 anos com deficiência intelectual e múltipla, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Botucatu, presidida por Paulo Roberto Jesuíno, é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos e tem como missão promover e articular a defesa dos direitos da pessoa com deficiência mental, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio ? s famílias, direcionadas ? melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e ? construção de uma sociedade mais justa e solidária.

De acordo com a diretora pedagógica Tania Spadin, a unidade de Botucatu oferece atendimento educacional, terapêutico e médico por meio de seus programas de alfabetização, alfabetização funcional, atividades sócio-educacionais e ocupacionais e enfermaria. “Todas as ações desenvolvidas na APAE vão de encontro ? busca pela excelência no atendimento especializado das pessoas com deficiência, através de ações inovadoras que gerem melhoria na autoestima, garantia de direitos, inclusão no mundo social e, consequentemente, transformando a visão da sociedade com relação ao deficiente”, explicou a diretora.

Para desenvolver seus projetos, a APAE procura respeitar a idade cronológica e necessidades e capacidades individuais de cada um. “Alunos com idade entre 7 a 15 anos incompletos participam do programa de alfabetização. Já os que estão na faixa compreendida entre 15 a 30 anos incompletos, participam do programa de alfabetização funcional e os alunos acima de 30 anos estão no programa sócio educacional e ocupacional”, enumera Spadin.

Além da alfabetização, propriamente dita, os alunos desenvolvem uma série de atividades como manusear horta e pomar, cozinha experimental, hidroginástica, fanfarra, reciclagem de papel, informática, artesanato, compostagem, artes plásticas, música e dança. “As atividades diversificadas possibilitam o desenvolvimento integral das pessoas e a descoberta de potencialidades que poderão se constituir em fator chave no processo de inclusão social e profissional, sendo de extrema importância para o desenvolvimento saudável, superação das limitações e contribuem para a melhora da qualidade de vida”, explana Tania Spadin.

A diretora pedagógica também enfoca que, além das atividades, a APAE oferece cuidados especiais com a saúde realizados por auxiliar de enfermagem; promove qualidade de vida através da estimulação dos sentidos com apoio da equipe multidisciplinar (fisioterapeuta, fonoaudióloga e psicóloga) e orienta familiares quanto ? alimentação dos alunos com restrições.

Para realizar todos os seus programas, a APAE recebe verbas do Governo Federal, Estadual e Municipal, entretanto, são insuficientes para manter a instituição. Por isso, depende, também, das contribuições de empresas e pessoas físicas que, mensalmente, fazem doações. Para ser parceiro da APAE a pessoa interessada pode agendar uma visita ? sede da entidade que fica na Rua João Queirós Reis, nº 278, na Vila Sônia. “Estamos de braços abertos para receber as pessoas que queiram conhecer o trabalho que desenvolvemos”, convida diretora pedagógica.

Fotos: Valéria Cuter